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Brasil

O ex-médico Roger Abdelmassih deixou no fim da noite desta sexta-feira (23) o hospital São Lucas em Taubaté (SP) e seguiu para a capital paulista, onde irá cumprir prisão domiciliar. Ele chegou à sua casa, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, no início da madrugada deste sábado (24). Abdelmassih foi condenado a 181 anos de prisão por estuprar pacientes.

O ex-médico deixou o hospital no interior de São Paulo por volta de 23h, em um carro sedan. Ele deve seguir o tratamento de saúde em casa, monitorado por meio de uma tornozeleira eletrônica.

Na quarta (21), uma decisão da Justiça determinou que Abdelmassih cumprisse a pena em casa por causa de problemas de saúde. Ele não deixou imediatamente o hospital porque, segundo a reportagem apurou, terminava um tratamento contra uma bactéria que havia contraído e estava com infecção urinária.

O hospital não prestou informações sobre o quadro clínico do paciente, que estava acompanhado da esposa desde quinta (22).

O médico de 74 anos tenta, desde outubro de 2016, o indulto humanitário, apontando que sofre de graves doenças, entre elas enfermidades do coração. A defesa pedia que, caso não fosse dado o indulto, que a Justiça concedesse a prisão domiciliar.

Ele estava cumprindo pena na Penitenciária 2, em Tremembé, desde 2014, mas foi internado no dia 18 de maio no hospital de Taubatécom broncopneumonia, que é uma inflamação dos pulmões.

Na decisão, a Justiça negou o indulto – que é uma forma de extinção da pena –, mas concedeu a prisão domiciliar, justificando que o quadro de saúde dele se agravou nos últimos meses e que Abdelmassih precisa de cuidados constantes, que não poderiam ser oferecidos no presídio.

Assim, o ex-médico poderá cumprir a pena em casa, sendo liberado para tratamento médico em unidades hospitalares que escolher, com a prévia autorização judicial. Ele deve usar tornozeleira eletrônica e não pode deixar, sem autorização, a cidade de moradia que indicar à Justiça.

Ele terá que passar por perícia médica a cada três meses, ou em menos tempo se a Justiça determinar, para avaliar o quadro de saúde. Caso tenha condições, ele deverá retornar à prisão.

 

Histórico 

Roger, que era considerado um dos principais especialistas em reprodução humana no Brasil, foi condenado a 278 anos de reclusão em novembro de 2010. Foram considerados 48 ataques a 37 vítimas entre 1995 e 2008. Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.

O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.

Em 24 de maio de 2011, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) cassou o registro profissional de médico de Abdelmassih.

Após três anos foragido, quando chegou a ser considerado o criminoso mais procurado de São Paulo, Abdelmassih foi preso no Paraguai pela Polícia Federal (PF), em 19 de agosto de 2014. Em outubro daquele ano, a pena dele foi reduzida para 181 anos, 11 meses e 12 dias, por decisão judicial. Entretanto, pela lei brasileira, nenhuma pessoa pode ficar presa por mais de 30 anos.

Fonte: G-1

 

Medida valerá se agente de trânsito puder consultar as informações online; hoje, veículo pode ser retido e condutor autuado se não estiver com os documentos.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei 8.022/14, que veta a aplicação de multa e a retenção do veículo se o motorista não estiver com a carteira de habitação e o licenciamento anual, caso o agente de trânsito possa obter as informações sobre o condutor e o veículo contidas nos documentos por meio de consulta a banco de dados oficial.

O projeto, que tramita desde 2014, foi apresentado pela ex-deputada Sandra Rosado (PSB-RN) e pela deputada Keiko Ota (PSB-SP) e altera o Código de Trânsito Brasileiro. Ele foi aprovado em caráter conclusivo, ou seja, se não houver recurso de algum deputado, ele vai direto para o Senado sem precisar passar pelo plenário da Câmara.

Fonte: Veja

A fatalidade aconteceu por volta das 5h50 desta quinta-feira (22) e interrditou os dois sentidos da via. São mais de 20 feridos, e sete estão em estado grave.

Um acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou 15 mortos e vários feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari, Grande Vitória. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), às 9h18. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o número de mortos pode ser maior porque as equipes ainda estão no atendimento.

O acidente aconteceu por volta das 5h50 desta quinta-feira (22). Até as 11h30, os dois sentidos da rodovia seguiam interditados.

Vítimas

  • 13 mortos e 19 feridos estavam no ônibus
  • 1 morto e cinco feridos leves, na ambulância do município de Jerônimo Monteiro;
  • 3 feridos na ambulância de Alfredo Chaves;
  • 1 morto, que era o motorista do caminhão;
  • Do total de vítimas, 20 foram socorridas para hospitais, segundo a PRF, até as 11h30.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), sete vítima estão em estado grave. Os pacientes estão internados em três hospitais:

  • 04 no Hospital Jayme Santos Neves
  • 02 Hospital São Lucas
  • 01 Hospital Antônio Bezerra de Faria

A Sesa pede para que as pessoas doem sangue para as vítimas.

Fonte: G-1

O Ministério da Agricultura suspendeu as exportações de cinco frigoríficos para os EUA, depois de autoridades sanitárias americanas identificarem irregularidades provocadas pela reação à vacina de febre aftosa. A proibição continuará em vigor até que sejam adotadas “medidas corretivas”, disseram técnicos do ministério. “Mais uma vez a indústria está herdando um problema que não criou”, afirmou o presidente do conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Camardelli.

Segundo ele, a vacina causa uma reação que provoca abscessos em alguns animais. Quando o problema é visível, a parte afetada é retirada na inspeção feita no Brasil. Mas há casos em que as marcas são internas.

Camardelli disse que os fabricantes de vacinas terão de encontrar uma solução para o problema. A Abiec também defende o envio de uma missão técnica aos EUA para discutir o assunto.

“Já havíamos alertado os produtores de vacinas para os problemas reais que estamos tendo”, ressaltou. “Temos de garantir a abertura desse mercado que é tão importante e demorou tanto para ser aberto.”

Carne Fraca

Os EUA foram um dos poucos países que não interromperam a compra de carne do Brasil depois de a operação Carne Fraca, lançada em março, identificar problemas sanitários em várias plantas exportadoras.

Imposto pelo Ministério da Agricultura na sexta-feira, o bloqueio atinge três estabelecimentos da Marfrig, um da Minerva e um da JBS.

De acordo com técnicos do Ministério da Agricultura, o mecanismo de “autossuspensão” permite que as exportações sejam retomadas de forma mais acelerada. Em nota, eles disseram que “trabalham para prestar todos os esclarecimentos e correções no sentido de normalizar a situação”.

Na terça-feira, 20, a agência responsável pela supervisão sanitária nos EUA enviou orientação a seus inspetores determinando a rejeição de todos os produtos das cinco plantas. Os que já estiverem sido apresentados na alfândega só serão admitidos depois de passarem por re-inspeção.

“Essa é uma ação preventiva e temporária do Brasil, para aperfeiçoamento dos processos das empresas”, disse Luiz Caruso, adido agrícola em Washington.

A JBS informou que encaminhou os esclarecimentos solicitados por meio da Abiec e ressaltou que não foram encontrados problemas relativos às instalações da planta nem à qualidade do produto.

Em nota, a Marfrig disse que está adotando providências para atender às “exigências do mercado americano nos seus processos produtivos”.

Antes da decisão, o Brasil tinha 31 frigoríficos habilitados para exportar aos EUA, quase metade dos quais (15) da JBS. Com a suspensão de três de suas plantas, a Marfrig ficará com apenas duas autorizadas a vender ao mercado americano. A Minerva teve um de seus cinco estabelecimentos desabilitados.

Os EUA abriram seu mercado de carne in natura para o Brasil em 2016, em uma medida criticada por entidades locais. “O Brasil tem sido um problema nos últimos dez anos”, disse Tony Corbo, o principal lobista na área de alimentos Food & Water Watch.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: EXAME

A imagem que o pai compartilhou no Facebook - Reprodução/Facebook

Para atrair 'likes' no Facebook, ele publicou uma foto da criança do alto de um prédio

Um tribunal da Argélia condenou um homem a dois anos de prisão por balançar um bebê do lado de fora de uma janela para atrair "likes" no Facebook.

Segundo informações do site de notícias Al Arabiya, ele havia publicado uma foto de si mesmo segurando o bebê, que seria seu parente, no 15º andar de um prédio, com a legenda: "1,000 likes ou vou largá-lo". Diversos usuários da rede exigiram sua prisão por abuso infantil.

O homem, que não teve seu nome divulgado, foi considerado culpado por colocar em perigo a segurança do bebê, informou a polícia. Ele negou que tivesse colocado a vida da criança em risco, afirmando que a imagem tinha sido alterada por usuários de redes sociais. "A foto foi tirada numa varanda com grades de proteção. Estas foram removidas", disse.

O pai da criança pediu ao tribunal que perdoasse o homem, alegando que ele estava apenas brincando. O juiz, no entanto, deciciu pela prisão, por entender que a imagem era clara e a vida da criança estava em perigo.


 

Fonte: G-1

Quando agentes públicos realizam gastos extravagantes, utilizando recursos cuja origem não explicam, salvo talvez de maneira vaga e imprecisa, e utilizando expedientes fraudulentos para burlar os sistemas de controle e prevenção de lavagem de dinheiro, a explicação natural é a de que assim procedem porque os recursos envolvidos têm natureza e origem criminosa.

Essa foi a explicação do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ao condenar o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Moro também condenou o ex-secretário de Governo do Rio Wilson Carlos (10 anos e 8 meses) e o sócio de Cabral Carlos Miranda (12 anos) pelos mesmos delitos.

No entanto, por falta de provas de autoria, o juiz federal absolveu a ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo das acusações por tais crimes. Pelo mesmo motivo ele isentou a mulher de Wilson Carlos, Mônica Carvalho.

Propina no Comperj
Cabral é réu em outras nove ações penais na Justiça Federal no Rio e está preso desde novembro. Nesse processo, o ex-governador foi acusado de receber, junto com Wilson Carlos e Carlos Miranda, R$ 2,7 milhões de propina da Andrade Gutierrez.

Seis delatores declararam que a empreiteira pagou esse valor pelo contrato de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o primeiro colaborador da operação “lava jato”, foi quem acertou o esquema. Ele disse ter tratado das propinas em reunião, em 2008, com Cabral, o vice dele à época e atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e Wilson Carlos.

Depois disso, Costa cobrou da Andrade Gutierrez o pagamento de 1% do valor do contrato de terraplanagem. Rogério Nora de Sá, ex-presidente da Construtora Andrade Gutierrez, declarou que a empresa fazia tais repasses por receio de ser retaliada pelo governo e perder obras públicas no estado.

Ao julgar o caso, Sergio Moro ressaltou que seis colaboradores diferentes contaram a mesma história e lembrou que ex-executivos da Andrade Gutierrez apresentaram provas para corroborar seus depoimentos, como comprovantes da ida de Carlos Miranda à sede da empreiteira, supostamente para receber dinheiro, e uma planilha de pagamentos.

No entanto, a maior prova, de acordo com o juiz federal, são compras, no valor de R$ 2,67 milhões, feitas por Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda. O que atesta a prática dos delitos não é o alto valor, ressaltou Moro, e sim a forma como foram feitas tais transações: sempre em dinheiro vivo e em depósitos fracionados beirando os R$ 10 mil, mas inferiores a esse limite. Isso porque qualquer operação que ultrapasse esse patamar tem que ser informada ao Banco Central, que investiga se ela é lícita.

“A realização dos gastos extravagantes, em espécie e, em parte, com expedientes de lavagem, constitui prova de corroboração dos depoimentos dos colaboradores quanto à prática do crime de corrupção, tendo este originado os recursos criminosos. Afinal, trata-se do rastreamento do produto da corrupção, sendo ele utilizado para gastos na aquisição de bens pelos acusados. De certa forma, é o equivalente a ser encontrada a integralidade do produto do crime ocultada em conta secreta no exterior”, avaliou Moro, rechaçando o argumento de que os repasses foram feitos como caixa dois de campanha eleitoral.

O juiz da “lava jato” também disse ser “inaceitável” o álibi de Cabral de que as compras foram feitas com sobras de suas campanhas eleitorais, sem que sua defesa tenha apresentado prova da origem desses recursos.

“Quem teria doado valores que teriam sobrado? Quando isso aconteceu e em qual montante? Nada disso foi esclarecido pelo acusado, tornando o álibi vago e, por conseguinte, de inviável acolhimento”, destacou Moro.

Segundo ele, Cabral, por si só, lavou R$ R$ 436,5 mil com compras de móveis, vestidos de festas, ternos e blindagem.

Bronca política
Na sentença, Sergio Moro aproveitou para ressaltar que o esquema de corrupção comandado por Sérgio Cabral contribuiu para a atual crise econômica que o estado do Rio de Janeiro enfrenta.

“Não se pode ainda ignorar a situação quase falimentar do governo do Estado do Rio de Janeiro, com sofrimento da população e dos servidores públicos, e que ela, embora resultante de um série de fatores, tem também sua origem na cobrança sistemática de propinas pelo ex-governador e seus associados, com impactos na eficiência da Administração Pública e nos custos dos orçamentos públicos. A corrupção com pagamento de propina de dois milhões e setecentos mil reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e até transcendentes merece reprovação especial.”

A seu ver, a culpa de Cabral é elevada por ele ter recebido propina enquanto comandava o estado fluminense. “Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio. Ademais, as aludidas circunstâncias da cobrança da vantagem indevida, que se inserem em um contexto maior de cobrança de propina sobre toda obra realizada no Rio de Janeiro, indicam ganância desmedida, o que também merece reprovação especial.”

Absolvição de Adriana
Entretanto, Sergio Moro afirmou que não há provas de que Adriana Ancelmo cometeu corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Embora tenha deixado claro considerar que ela e seu marido tivessem um padrão de vida “acima do normal e inconsistente com os rendimentos lícitos” dos dois, o juiz disse não ter ficado demonstrado que ela se envolveu no recebimento indevido de recursos da empreiteira ou participou da estruturação dos pagamentos para dificultar o rastreamento pelo Banco Central.

Na visão de Moro, é “reprovável” que a advogada tenha usado dinheiro da corrupção para comprar bens de luxo. Mas isso, por si só, não configura crime de lavagem de dinheiro, analisou o juiz federal.

Adriana Ancelmo aguarda, em prisão domiciliar, julgamento de Embargos Infringentes que opôs contra decisão que determinou seu retorno ao complexo penitenciário de Bangu.

Fonte: CONJUR

O adolescente que teve a testa tatuada por dois agressores em uma pensão em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, disse que "teve vontade de morrer" quando olhou no espelho e viu a frase "Sou ladrão e vacilão" marcada para sempre em seu rosto. "Comecei a chorar", disse o rapaz na tarde deste domingo (11) na casa onde mora com a avó.

O rapaz de 17 anos negou que tenha roubado uma bicicleta de um deficiente físico, como alegaram os dois homens que o torturaram. "Eu estava bêbado, esbarrei na bicicleta e ela caiu", afirmou.

Os responsáveis pela tortura são o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27 anos, e o vizinho dele, Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos. Na tarde deste sábado, a juíza Inês Del Cid, da Vara Criminal de São Bernardo do Campo, decretou a prisão preventiva deles.

Um dos tios do adolescente, que afirmou que o menino está bastante assustado com o ocorrido. "Ele é muito querido no bairro e muitas pessoas começaram a procurar por ele. Vieram nos avisar onde ele estava e os amigos foram buscá-lo. Agora ele está na casa da avó, descansando. Vamos cuidar da saúde dele."

Além de ter a testa marcada com uma tatuagem, o adolescente revelou que teve o cabelo cortado e teve os pés e as mãos amarrados por Ronildo e Maycon. "Eu comecei a puxar o cabelo para a frente para tentar esconder e eles então cortaram meu cabelo."

O advogado da família, Leonardo Rodrigues, disse ao que deve se reunir com a família para saber quais medidas jurídicas deve tomar nos próximos dias. "Vamos avaliar. Primeiro vamos cuidar dele, ele foi medicado, está assustado com o que passou. Muitas pessoas compartilharam a imagem dele fazendo julgamento sem conhecer os fatos. Ele não fez nada do que foi dito e espalhado na internet."

Ele estava desaparecido desde 31 de maio e a família o reconheceu no vídeo gravado e divulgado em redes sociais pelos dois agressores, que foram presos em flagrante.

Antes do desaparecimento, o jovem chegou a passar por acompanhamento de conselheiros tutelares em atendimento no Centro de Apoio Psicossocial (Caps) de São Bernardo do Campo. Segundo a família informou à polícia, ele era usuário de drogas e sofre de problemas mentais.

Fonte: G-1

A expectativa era grande. Turistas de diferentes partes do Brasil e de Santa Catarina confiaram na previsão do tempo dos últimos dias e viajaram por horas e até dias a Serra catarinense atrás de neve. Como prêmio para quem peregrinou em busca do fenômeno, ele apareceu no começo da tarde desta sexta-feira em pelo menos três cidades da região

Em Urupema foram quase duas horas de neve intensa no Morro da Antena ou Morro das Torres, como é conhecida a área mais alta da cidade, a 1.750 metros do nível do mar. No Centro, na Praça Manoel Pinto de Arruda, os flocos também apareceram, mas em menor quantidade. Nevou também em Urubici e São Joaquim.

Para quem ficou dois dias na estrada para chegar até a Serra, a satisfação era grande diante da mata branca e dos acumulados nos carros e postes. O catarinense Luiz Henrique Peruzzo mora há 17 anos em Lins (SP) e nunca tinha visto tanta quantidade do fenômeno. Ele saiu quarta-feira do interior paulista ao lado da esposa Ana Paula para ver a neve em Urupema.

— Valeu a pena ficar viajando desta quarta-feira. A gente viu a previsão e decidiu vir. Já tinha visto neve, mas não nessa quantidade — comemorou Luiz Henrique.

Luiz Henrique Peruzzo e Ana Paula Foto: DIorgenes Pandini / Diário Catarinende

A neve também correspondeu o esforço dos brusquenses Claudemir Dreia, a esposa Cristina dos Santos e os dois filhos, Rafael Costa e Géssica Santos. Eles saíram de casa às 16h de quinta-feira e chegaram à 1h no Morro das Torres, ponto mais alta da cidade serrana. Dormiram dentro de dois carros à espera dos primeiros flocos. Demorou, mas eles apareceram.

— Deu certo ter ficado durante a madrugada, dormido no carro e esperado pela neve — empolgou-se Rafael Costa.

Para esquentar, eles levaram vinho, café e pinhão. Com a neve caindo cada vez mais intensa, os seis tiraram fotos e comemoraram o momento. O mesmo fizeram outras dezenas de turistas que subiram até o morro. Os irmãos Heloísa Cardoso Lima e Juan Cardoso Lima, de Palhoça, aproveitaram a novidade para fazerem bolinhas de neve sob o olhar feliz dos pais.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br

Prints mostram conversa de suspeita de sequestro (fundo branco) e esposo (fundo verde), durante o dia do crime (Foto: WhatsApp/Reprodução)

Uma mulher de 26 anos suspeita de sequestrar um bebê de 12 dias em um hospital de Brasília, nesta terça-feira (6), enviou uma série de mensagens de celular ao marido para informar do "parto" da criança. A conversa foi obtida pela Polícia Civil do Distrito Federal e anexada à investigação.

O crime aconteceu na manhã de terça e o bebê foi resgatado quase 24 horas depois, na manhã desta quarta (7). Nas mensagens, segundo a Polícia Civil, a suspeita se passa por uma amiga para informar da consulta médica, do rompimento da bolsa e do nascimento da criança, "de parto normal". Nenhuma das informações era verídica.

Por volta das 13h03, quando o sumiço do bebê já tinha sido detectado, a suposta amiga escreve que a bolsa com o líquido amniótico havia estourado. Segundo o texto, elas aguardavam o momento do parto no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), localizado na Asa Sul. Ela diz, ainda, que avisaria quando o bebê nascesse.

A conversa continua por volta das 14h45, mais de duas horas após a direção do Hran ser informada do desaparecimento da criança. Nas mensagens, a "amiga" da suspeita dá parabéns ao homem, e diz que o bebê nasceu com 3 kg e passa bem.

 
“Parabéns papai. Seu filho nasceu. Nasceu com 3 kg. A mamãe está bem tbem. [...] Nasceu de parto normal. Só esperando para mandar a foto”.

Sem visitas

Em vários momentos, o homem pergunta se pode visitar a família e se a mãe precisa de alguma ajuda. A resposta é negativa, e a interlocutora diz que "provavelmente amanhã eles estão em casa".

Pela conversa, é possível perceber que o marido da suspeita estava trabalhando no momento da troca de mensagens. Ele pede para ser mantido informado e, em seguida, avisa que irá até a maternidade. “Mais tarde vou aí mais [sic] meu primo”.

A mulher nega o pedido. “Não pode entra [sic]. Só amanhã".

A primeira foto da criança sequestrada é enviada pelo aplicativo às 15h17. Cerca de duas horas depois, o marido volta a perguntar se precisa levar algo ao hospital, e ouve nova resposta negativa. Em áudio, a mulher diz que precisará apenas de talco, quando voltar para casa.

“Amor, não precisa trazer nada para mim não. Se você não tiver dinheiro pede para sua mãe comprar um talco pra mim, para amanhã, para quando eu chegar em casa ter”.

As últimas mensagens registradas pela Polícia Civil foram às 23h03 desta terça. Naquele momento, a suspeita já tinha sido identificada, e equipes da Polícia Civil faziam buscas na casa da família, no Guará II.

A mulher de 26 anos foi presa por volta das 9h desta quarta (7), e o bebê, resgatado com sucesso de um sequestro que durou um dia inteiro. A mulher estava em casa, no Guará II.

Fonte: G-1

Até o fim deste mês, farmácias em todo país vão começar a vender o primeiro autoteste para detecção do HIV, o vírus causador da Aids, autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricação e comercialização no Brasil. Batizado Action, o produto feito pela Orange Life é mais uma importante arma para o cumprimento aqui da chamada estratégia 90-90-90 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para acabar com a epidemia da doença, acredita o médico italiano Marco Collovati, fundador da empresa, sediada em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio. Isto porque o primeiro pilar da estratégia é justamente que até 2020 ao menos 90% das pessoas contaminadas pelo vírus saibam de seu status de soropositivas, continuando então para que pelo menos 90% delas recebam tratamento antirretroviral, de forma que no mínimo 90% dessa s tenham supressão de sua carga viral.

— O Brasil sempre foi líder mundial no combate e prevenção do HIV, passos à frente de outros países, mas o último que faltava era liberar os autotestes, já aprovados nos EUA, Reino Unido, França, Austrália e outros — diz Collovati, destacando estimativas que apontam que cerca de 500 mil brasileiros com o vírus não sabem que são soropositivos. — Por isso acredito que no Brasil os autotestes terão maior impacto que no resto do mundo. Não que sejam características exclusiva dos brasileiros, mas temos aqui traços culturais de machismo e preconceito que tornam os autotestes fundamentais para esta estratégia.

Collovati cita como exemplo disso um indivíduo que more numa cidade do interior “onde todos se conhecem” e tema expor sua condição de soropositivo ou outras questões privadas à comunidade ao buscar testagem numa instituição de saúde ou laboratório local.

— Por ser um vírus transmitido principalmente pela via sexual, há muito tabu em torno do HIV — lembra. — Assim, bem ou mal esta pessoa vai se sentir exposta qualquer que seja o resultado, positivo ou negativo. Então o que ela vai fazer? Vai numa outra cidade? Não faz o exame? Com os autotestes, ela poderá ter sua resposta com bem menor exposição.

Outros casos importantes que os autotestes podem ser muito úteis vislumbrados por Collovati são pessoas que voluntária ou involuntariamente acabaram em uma situação de maior risco de contaminação, como o não uso ou o rompimento de preservativos numa relação sexual.

— Muitas vezes estas pessoas ficam com medo de se diagnosticarem, não querem enfrentar o assunto, pois sabem que uma vez que fizerem o exame estarão numa posição de decisão — conta. — A privacidade do autoteste pode ajudá-las a enfrentar esta realidade, mudarem seu jeito de ser, fazer e viver, protegendo a vida dos outros. Os testes de HIV deviam ser uma coisa rotineira, como qualquer outro exame, de colesterol, por exemplo.

Neste sentido, Collovati acredita que tecnologias como autotestes ou os chamados testes laboratoriais remotos (TLR) — realizados nos locais de atendimento de pacientes, como postos de saúde ou consultórios médicos, com o uso até de smartphones — podem revolucionar as estratégias de saúde pública para prevenção e controle de epidemias, tanto do HIV quanto de doenças como hepatite C, dengue, zika e chicungunha, entre outras.

— Tenho uma visão oposta à centralização dos exames em grandes laboratórios, que é levar a máquina ao paciente, e não o paciente à máquina — defende. — Com isso, podemos ir muito além de um simples positivo ou negativo, agregando uma série de informações ao resultado, como o local do diagnóstico, onde o paciente mora, trabalha e foi infectado etc que permitirão às autoridades fazerem intervenções cirúrgicas contra estas epidemias. Ao usarmos o resultado só para dizer se o paciente tem aquela doença ou não, a gente joga fora 90% das informações que estes testes podiam nos dar. Além disso, quanto mais capilarizarmos estes diagnósticos fundamentais para a saúde pública, mais vamos criar demanda para os grandes laboratórios, com exames de confirmação, e os médicos. Mas se barrarmos estes avanços, será ruim para os médicos, os laboratórios e muito pior para a sociedade.

 

Fonte: O Globo

Reprodução/TV Jornal

Rivânia Rogéria dos Ramos Silva, de 8 anos, comoveu o país ao salvar da enchente a única coisa que achava preciosa: os livros da escola. A foto da menina em cima de uma jangada abraçada à bolsa viralizou na internet. A TV Jornal foi conhecer a criança, que mora no distrito de Várzea do Una, na Zona Rural do município de São José da Coroa Grande, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, e teve a casa onde mora com os avós foi duramente atingida pelas águas. 

Durante as fortes chuvas que caíram na região no início da semana, Rivânia e seus avós, Eraldo Luiz de Lima e Maria Ivane da Silva, foram resgatados. Com tão pouca idade a garota já sabe que o que importa é a vida e os estudos. Pouco antes de entrar no barco, a avó recomendou que a menina levasse apenas o mais importante, e Rivânia escolheu levar encher a sua mochila de livros. 


Durante a visita do repórter Marcos Hele, a menina contou que perdeu quase tudo, e a água levou sua boneca e seus brinquedos, mas que está feliz por não ter perdido a vida, e vive na companhia dos seus livros. A casa da família de Rivânia está danificada e com quase nenhum móvel, mas a menina não perde as esperanças e tem planos para o futuro. Ela contou ao repórter Marcos Hele que sonha em ser bailarina, professora e médica. Além disso, a criança disse que gostaria de ter um celular, para poder conhecer a internet, com a qual nunca teve contato. 

Exemplo

Inspirado pelo exemplo de Rivânia, o Governo do Estado distribuirá kits de livros para escolas municipais e estaduais das cidades afetadas pelas chuvas. O Governador fará uma visita à escola onde a garota estuda, nesta segunda-feira (5), no distrito de Várzea do Una, zona rural do município de São José da Coroa Grande, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.

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Fonte: TV JORNAL

Carlos Roberto Costa, presidente da Telexfree (Foto: Edson Chagas/ Arquivo Gazeta)

O MPF-ES disse que 259 operações foram realizadas entre 14 de maio de 2012 e 23 de maio de 2013 e movimentaram R$ 5.041.887,94.

“Além desse valor, também foram identificados US$ 23.631,00 citados em diálogos dos envolvidos que não foram convertidos em reais, mas igualmente remetidos ilegalmente para o Brasil. Os valores eram provenientes das atividades criminosas da Telexfree”, diz o órgão.

Também foram denunciados pelos mesmos crimes Andreia Bianchi Moreira, funcionária do Grupo Telexfree nos Estados Unidos, e a doleira Sandra Maria Teixeira Araújo.

Já pelo crime de evasão de divisas foram denunciados Kátia Hélia Barbosa Wanzeler (esposa de Carlos Wanzeler), Danielle Noronha Goés (funcionária da Telexfree no Estados Unidos), Marilza Machado Wanzeler (mãe de Carlos Wanzeler), e Febe Vanzeler de Almeida e Souza (irmã de Carlos Wanzeler).

O G1 entrou em contato com a assessoria da Telexfree e, segundo a nota, os citados se defendem dizendo que todas as operações são legais. Segue a nota da empresa, na íntegra:

 

" Todas as pessoas relacionadas reafirmam, uma vez mais, que todos os valores recebidos, seja na condição de sócio ou de divulgador, foram decorrentes de atividade lícita, reconhecida na sentença absolutória proferida pela 2ª vara criminal Federal de Vitória, por meio da comercialização do softphone 99Telexfree, portanto, a acusação de lavagem de dinheiro é uma inverdade absoluta. A acusação de evasão de dividas aparece da mesma forma que as demais, já que todas as operações de câmbio realizadas foram dentro do sistema bancário Nacional".

A doleira Sandra Maria Teixeira Araújo foi procurada pelo G1, mas, na casa dela, foi informado que ela está nos Estados Unidos e ela ainda não deu retorno sobre a denúncia.

Esquema

Segundo o MPF-ES, o esquema teve início a partir do bloqueio das contas da Ympactus Comercial e de seus sócios, determinado pela Justiça do Acre, ocorrido em junho de 2013. A decisão judicial acarretou a suspensão das atividades da empresa e o bloqueio de aproximadamente R$ 600 milhões.

“A partir disso, em agosto de 2013, com o objetivo de resolver as dificuldades financeiras pelas quais vinham passando as empresas do grupo Telexfree no Brasil, Carlos Wanzeler procurou a doleira Sandra Araújo. Ele, então, passou a disponibilizar valores em dólares nos Estados Unidos em contas indicadas por Sandra e, como contrapartida, a doleira providenciava a transferência bancária em reais no Brasil para uma conta indicada por Wanzeler”, diz a nota do MPF-ES.

Em outras ocasiões, de acordo com o órgão, Sandra também disponibilizou dinheiro em espécie para parentes de Wanzeler no Brasil. “Portanto, no esquema a Telexfree funcionava como um ‘banco de compensações’, sobretudo através da figura de seu sócio Carlos Wanzeler”.

Evasão de divisas

Em um primeiro momento, Wanzeler obtinha disponibilidade financeira no exterior, concentrando operações de envio de dólares para os EUA, para a empresa Telexfree. Num segundo momento, surgiu a necessidade da disponibilidade financeira se efetivar no Brasil, num sistema inverso de envio de divisas, novamente em benefício da Telexfree.

Segundo as investigações, auxiliaram Carlos Wanzeler no esquema sua esposa Kátia Wanzeler, além das funcionárias da Telexfree Danielle Noronha e Andreia Bianchi. As três eram responsáveis por receber valores em dólares nos Estado Unidos e também recebiam demandas de remessas de valores.

A nota do órgão diz ainda que Carlos Wanzeler recebeu, no Brasil, auxílio de sua mãe, Marilza Wanzeler, que efetuava transações bancárias indicadas pelo filho, além de ser sócia, junto com Febe Vanzeler, da Worldxchange e, portanto, responsáveis pela administração financeira da empresa, de modo que também permitiram que as operações de compensações financeiras fossem efetivadas a partir da conta bancária da empresa.

Já Carlos Roberto Costa, segundo o MPF, não participava diretamente das operações de câmbio ilegais, mas permitia que fossem realizadas, sendo, assim, beneficiado com o esquema de dólar-cabo operado por Carlos Wanzeler.

“Cabe relembrar que a administração da Telexfree era dividida entre os dois países, Brasil e Estados Unidos, da seguinte forma: no Brasil, onde funcionava a Ympactus Coemrcial, Carlos Costa estava fisicamente à frente; nos Estados Unidos, onde funcionava a Telexfree Inc, Carlos Wanzeler estava fisicamente à frente. Porém, ambos atuavam direta e conjuntamente na administração, considerando que as decisões eram tomadas em parceria, sobretudo através de discussões efetivadas por mensagens e aplicativos que permitiam a comunicação entre ambos”, afirma a denúncia do Ministério Público Federal.

Dólar-cabo

O esquema de dólar-cabo era comandado por Carlos Wanzeler, em benefício do grupo Telexfree e funcionava da seguinte maneira: pessoas interessadas em remeter dinheiro dos Estados Unidos para o Brasil procuravam Wanzeler ou seus prepostos, que estabeleciam a cotação do dólar frente ao real.

“O intermediário ou o interessado em fazer a remessa informava, por mensagem SMS, a quantia que seria remetida, a conta de destino dos valores em reais no Brasil, o nome e o CPF do titular da conta. Os representantes da Telexfree, então, faziam a transferência bancária em reais utilizando as contas bancárias no Brasil da Ympactus Comercial, da Worldxchange Intermediação e Negócios (empresas do grupo Telexfree) ou uma de suas contas pessoais. Por fim, o próprio interessado em fazer a remessa entregava o correspondente ao valor combinado em dólar a Carlos Wanzeler nos Estados Unidos”, diz o MPF-ES.

O sistema dólar-cabo corresponde a um sistema informal de transferência de valores entre países, à margem dos sistemas financeiros legais, baseado, principalmente, na confiança dos executantes. Em resumo, trata-se de uma remessa de valores sem efetivo movimento financeiro de um país para outro.

Geralmente um “doleiro” - e no caso do esquema da Telexfree se tratava de Sandra Maria Teixeira Araújo - substitui a instituição financeira recebendo o dinheiro em espécie ou mediante depósito/transferência, em reais, de seu cliente. Simultaneamente, o doleiro, dono de contas bancárias mantidas fora do Brasil, entrega ao interessado, no exterior, o correspondente na moeda local do que recebeu no Brasil. Caso não tenha disponibilidade imediata do valor a ser entregue, o doleiro se vale de seus contatos de confiança para realizar a operação.

A denúncia foi recebida no dia 10 de maio, pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória. A Justiça determinou o desmembramento do processo em relação à Andreia Bianchi Moreira, uma vez que ela reside nos Estados Unidos.

Denunciados

Evasão de divisas e lavagem de dinheiro

  • Carlos Nataniel Wanzeler (sócio da Telexfree)
  • Carlos Roberto Costa (sócio da Telexfree)
  • Andreia Bianchi Moreira(funcionária do Grupo Telexfree nos Estados Unidos)
  • Sandra Maria Teixeira Araújo (doleira)

Evasão de divisas

  • Kátia Hélia Barbosa Wanzeler (esposa de Carlos Wanzeler)
  • Danielle Noronha Goés (funcionária da Telexfree no Estados Unidos)
  • Marilza Machado Wanzeler (mãe de Carlos Wanzeler)
  • Febe Vanzeler de Almeida e Souza (irmã de Carlos Wanzeler)

 

 

Fonte: G-1

O Ministério Público Federal acaba de fechar um acordo de leniência com João Alberto Lovera, ex-gerente administrativo e financeiro da Odebrecht.

Lovera diz que a empreiteira comprou um terreno para que fosse construída a nova sede do Instituto Lula. A ordem teria partido do presidente da empresa, Marcelo Odebrecht.

Este acordo foi incluído só agora na leniência feita entre a Odebrecht e o Ministério Público Federal. Dessa forma, Lovera não faz parte dos 77 delatores que trabalharam na empresa. 

Lovera afirma que visitou o terreno em julho de 2011 acompanhado de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e Paulo Okamotto.

A compra deste local teria acontecido com recursos do Setor de Operações Estruturadas, como era chamado o departamento responsável pela distribuição de propina da empreiteira. 

“… firmando o compromisso de dizer a verdade, passa a detalhar o que se segue: que no segundo semestre de 2010, teve conhecimento de que houve solicitação de Marcelo Odebrecht a Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, para que adquirisse imóvel destinado à construção da futura sede do Instituto Lula”, diz trecho do termo de adesão de Lovera.

O depoimento prossegue: Lovera relata que em 2010 acompanhou Paulo Melo (executivo regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações, conhecida como OR) num encontro com Roberto Teixeira, apontado como advogado do Instituto Lula. 

A Odebrecht, então, teria dado parecer contrário à compra do terreno devido a pendências judiciárias do local. “…. algum tempo depois, soube por Paulo Melo que o referido imóvel seria adquirido pela empresa DAG…”, disse ele ao MPF. Posteriormente, o local seria passado ao Instituto Lula.

“… em julho de 2011, juntamente com Paulo Melo, acompanhou uma visita ao terreno da qual participaram o ex-presidente Lula, bem como sua esposa, Marisa Letícia, Paulo Okamotto….”, disse o MPF.

“… algum tempo depois dessa visita, soube que o cliente desistiu da aquisição do terreno….”

“por conta disso, soube que a OR pesquisou uma série de outros imóveis para o Instituto Lula. Que, com relação ao imóvel da Rua Haberbeck Brandão, esse foi posteriormente adquirido pela OR….”

Fonte: Veja

Começou hoje nesta terça-feira (30), em Luís Eduardo Magalhães, região oeste da Bahia, a Bahia Farm Show, maior feira do Norte e Nordeste voltada para a tecnologia para o agronegócio, e terceiro maior evento do setor no Brasil. São 144 km² em um complexo onde estão montados 200 estandes com marcas nacionais e internacionais. A expectativa é que o resultado da edição 2017 alcance mais de R$ 1 bilhão em negócios, o que reflete o bom momento vivido entre os produtores da região, que distantes de um cenário de crise, colheram uma super safra.

Este ano, os agricultores da região do "Matopiba" colheram uma safra recorde. Foram 19 milhões de toneladas de fibras e grãos, como o milho. A palavra "Matopiba" é uma sigla que reúne as síliabas iniciais das regiões que formam a área produtiva das divisas dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, e que se destaca pelos recordes consecutivos de produção de grãos. Esta é considerada a última fronteira agrícola do país.

Só na Bahia, os agricultores produziram cinco milhões de toneladas de soja, 55% a mais do que no ano passado. E os produtores se preparam para colher uma das maiores safras de algodão. "Esse ano foi um ano em que as chuvas voltaram a ficar mais regulares. Apesar do susto que a gente teve entre dezembro e janeiro, no longo da safra, foi bem distribuída", explica o engenheiro agrônomo Luiz Stahlke.

 

Nesta terça-feira, a Bahia Farm Show abre os portões às 10h, com entrada gratuita - em caráter excepcional para marcar a abertura do evento. Mas a gratuidade só ocorre até as 13h desta terça. A partir desse horário, o ingresso passa a ser cobrado. Ele custa R$ 10. Desse valor, R$ 2 serão revertidos para o Hospital do Oeste, por meio do programa “Ingresso Solidário”. A entrada garante também o acesso aos auditórios para conferir as palestras.

Na Bahia Farm Show, são expostos nos estandes equipamentos, máquinas e ferramentas para a produção agrícola. A expectativa dos organizadores é de que 60 mil pessoas visitem o Complexo Bahia Farm Show nos cinco dias de programação. No cronograma, há debates e palestras.

SERVIÇO

Bahia Farm Show 2017
Data: 30 de maio a 03 de junho de 2017
Horário de funcionamento: 9h às 19h
Local: Complexo Bahia Farm Show: BA 020/242, km 535 - Luís Eduardo Magalhães – Bahia
www.bahiafarmshow.com.br

Fonte: G-1

A Coreia do Norte lançou um míssil balístico nesta segunda-feira (noite de domingo no Brasil), em um novo desafio de Pyongyang, que quer ter a capacidade de atingir o território dos Estados Unidos com uma bomba nuclear.

O lançamento norte-coreano foi anunciado por fontes de Defesa de Seul, Tóquio e Washington.

O teste é o último até agora realizado este ano pela Coreia do Norte, cujo objetivo declarado é desenvolver um míssil balístico intercontinental, capaz de transportar uma ogiva nuclear até o território continental americano.

Os últimos lançamentos de mísseis e a ameaça norte-coreana de realizar um novo teste nuclear provocou apelos a favor de sanções da ONU mais duras contra o país comunista, que vive praticamente isolado do mundo.

Também desencadearam uma nova advertência do presidente americano, Donald Trump, de que considera a opção de uma intervenção militar.

O último lançamento de míssil – de um modelo ainda não identificado – foi realizado perto da cidade costeira de Wonsan, na Coreia do Norte, por volta das 05H09 locais (18H39 de domingo, hora de Brasília), informou o chefe de estado-maior de Seul.

O míssil foi transportado para o leste. “O alcance era de uns 450 quilômetros”, informou o comunicado, destacando que especialistas sul-coreanos e norte-americanos tentam analisar em detalhe o lançamento.

EUA “monitoram de perto”

O chefe de gabinete do Japão, Yoshihide Suga, indicou à imprensa que o míssil aparentemente caiu em sua Zona Econômica Exclusiva, que se estende até 200 milhas náuticas da costa japonesa.

“Nosso país nunca poderá tolerar as ações provocadoras da Coreia do Norte”, indicou

Em Washington, o Comando do Pacífico norte-americano informou que o míssil de curto alcance foi rastreado durante seis minutos até cair no Mar do Japão. Não foi considerado uma ameaça para a América do Norte.

O comando anunciou que trabalha em uma avaliação mais detalhada do lançamento.

“Continuamos monitorando de perto as ações da Coreia do Norte”, explicou. “O Comando do Pacífico dos Estados Unidos apoia o firme compromisso com a segurança dos nossos aliados na República da Coreia e no Japão”, acrescentou.

O novo presidente sul-coreano, Moon Jae-In, ordenou a realização de uma reunião do conselho nacional de segurança para abordar o disparo, noticiou a Yonhap.

Divergências com a China

Pyongyang realizou dois testes nucleares e dezenas de lançamentos de mísseis este ano, apesar das importantes sanções econômicas impostas pelas Nações Unidas.

Os dirigentes do G7 qualificaram no sábado passado os testes nucleares e de mísseis norte coreanos de uma “ameaça grave”, e mostraram-se dispostos a tomar medidas a respeito.

A China, principal aliada e parceira comercial da Coreia do Norte com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, prefere estabelecer um diálogo diplomático com Pyongyang e não impor novas sanções.

Os Estados Unidos indicaram que não descartam a possibilidade de negociações, mas exigem como condição o fim dos testes nucleares.

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, assegura que o regime precisa de armas nucleares para se proteger da ameaça de uma invasão.

Arsenal de mísseis

O Conselho de Segurança da ONU adotou duas séries de sanções no ano passado para aumentar a pressão sobre Pyonyang e impedir que consiga os recursos necessários para desenvolver seus programas militares.

No cruzamento de declarações, Trump advertiu que todas as opções estão na mesa no momento de abordar o programa norte-coreano, embora por enquanto Washington tenha se limitado a estabelecer sanções e pressão diplomática.

Pyongyang conta há tempos com mísseis capazes de atingir a Coreia do Sul com foguetes Scud com alcance de 500 km, e o Japão, com mísseis Rodong com alcance de 1.000 a 3.000 km.

O Hwasong-12 testado anteriormente este ano tem alcance estimado em 4.500 km e pode em teoria atingir as bases americanas na ilha de Guam, no Pacífico.

Pyongyang costuma fazer aos vizinhos do sul ameaças apocalípticas e alguns moradores já dão sinais de preocupação.

Fonte: EXAME

Alguns soldados do Exército Brasileiro que atuaram no patrulhamento na Esplanada dos Ministérios, nesta semana, estavam com os fuzis sem carregadores. A arma usada pelos militares não faz disparos com o carregador desacoplado.

O Exército nega a falta de munição. Porém, ainda não foi esclarecido o motivo que levou os militares a deixarem de usar o equipamento.

Nesta semana, a rotina de servidores que trabalham nos ministérios e visitantes foi alterada após a manifestação que terminou em confronto na Esplanada. Na manhã de quinta-feira (25/5), militares das Forças Armadas montaram postos de fiscalização para conferir documentos de motoristas e pedestres que se dirigiam à entrada dos prédios.

Ao todo, 1,5 mil militares do Exército e da Marinha ocuparam a Esplanada depois que o presidente Michel Temer (PMDB/SP) convocou as Forças Armadas para garantir “a lei e a ordem” na área central da capital do país. Um dia depois, na quinta-feira (25/5), o próprio presidente revogou a medida. A decisão foi tomada após a enxurrada de críticas que o presidente recebeu no Congresso Nacional.

A medida também foi criticada por servidores que trabalham na Esplanada. “Trabalho aqui há mais de 15 anos e nunca precisei me identificar para estacionar o carro”, lamentou o servidor João Cláudio Souza, 52 anos, na quinta-feira.

Fonte: METRPOLES

O secretário de SSP-DF (Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal), Edval de Oliveira Novaes Júnior, disse nesta quinta-feira (25) que os policiais que utilizaram armas de fogo durante a manifestação de quarta-feira (24) na Esplanada dos Ministérios já foram identificados e o inquérito policial já foi aberto. “A regra é a utilização de armamento não letal e de uso progressivo da força. Isso foi uma exceção, não estava previsto [o uso de arma letal] e estamos apurando rigorosamente”, disse, explicando que estes policiais serão responsabilizados.

Segundo Novaes, quase 3.000 policiais militares trabalharam ontem exclusivamente nas manifestações, aproximadamente 25% do efetivo da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF). “Se as manifestações acontecessem de forma pacífica, seria mais que suficiente. Agora, sem dúvida, a quantidade de pessoas que vieram para causar problemas, para chegar aos pontos onde não poderiam e causar danos ao patrimônio, foi superior ao que vinha se observando”, disse o secretário.

Ele explicou que a manifestação de ontem começou de forma pacífica, mas alguns grupos tentaram furar a barreira de policiais para chegar até o Congresso Nacional, e isso foi evitado pela Polícia Militar. “Existe um protocolo tático integrado e ele foi seguido à risca por parte do governo do DF, da PM-DF e do Corpo de Bombeiros. Nosso efetivo estava dimensionado e tinha informações que haviam pessoas infiltradas que iam causar problemas como de fato aconteceu”, disse.

Parte dessas pessoas, segundo ele, acabaram se espalhando e depredando os ministérios. “Foi um trabalho de movimentação contínuo de toda a polícia na Esplanada. Tanto que no fim do dia a situação foi restabelecida e todos os ministérios estavam liberados”, disse Novaes.

A Polícia Civil instaurou 12 procedimentos, sendo que oito pessoas foram conduzidas ao DPE (Departamento de Polícia Especializada). Três delas foram presas por porte de substância entorpecente para consumo pessoal e porte de arma branca, uma por porte de arma branca, duas por resistência e pichação, uma por lesão corporal e resistência e uma por desacato. A Polícia Civil ainda trabalha na identificação e responsabilização de outras pessoas pelos atos de ontem.

“A PM-DF já tem 57 anos. Só ano passado nós tivemos mais de 150 manifestações, inclusive com um público maior que o de ontem. E via de regra nós nunca tivemos problemas mais graves. A manifestação de ontem reflete um momento complicado de crise política que vive o país, os ânimos estão extremamente exaltados, não só nas ruas, mas dentro do Parlamento. Isso, sem dúvida nenhuma, acaba se refletindo nos ânimos dos manifestantes e ai fica cada vez mais difícil para polícia atuar”, disse o secretário da SSP-DF.

Novaes foi entrevistado hoje no programa Revista Brasil, da Rádio Nacional de Brasília.

O Corpo de Bombeiros registrou 49 ocorrências. Quatro manifestantes receberam atendimento no local e foram liberados. Os demais foram encaminhados, 35 ao Hospital de Base e dez ao Hospital Regional da Asa Norte. Entre os motivos para atendimento estão cortes na mão, ferimento por instrumento de menor potencial ofensivo, corte no pescoço, queda por trauma na coluna, perfuração por arma de fogo e mal estar.

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, quatro permanecem internados no Hospital de Base. A situação dos pacientes é estável e sem previsão de alta. Cerca de 45 mil pessoas participaram da manifestação na Esplanada dos Ministérios, nesta quarta-feira (24).

Fonte: R7

O juiz Vallisney Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu manter nesta segunda-feira (22) as ações penais do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o filho Luiz Cláudio Lula da Silva e dois empresários. Eles são acusados por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da operação Zelotes.

As denúncias foram aceitas em dezembro e, nesta segunda, o juiz rejeitou os pedidos de absolvição sumária (sem julgamento) dos quatro réus. As ações fazem referência à compra de caças suecos pelo governo federal, em 2013, e à aprovação de uma medida provisória com incentivos fiscais a montadoras, em 2015.

Na decisão, Vallisney Oliveira também define que as audiências de instrução e julgamento começam em 22 de junho. A lista de testemunhas apresentada pelos advogados de Lula e do filho, com 80 nomes, terá de ser reduzida para 32 em um prazo de cinco dias.

Os empresários Mauro Marcondes e Cristina Mautoni também são réus no mesmo processo.

Na decisão desta segunda, Mauro Marcondes e Cristina Mautoni são absolvidos das acusações de evasão de divisas. Segundo Vallisney Oliveira, os advogados conseguiram demonstrar que os envios de dinheiro dos empresários a contas no exterior foram inferiores a US$ 100 mil. Neste caso, segundo a decisão, o crime não pode ser tipificado.

Apesar disso, Machado e Cristina seguem como réus pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ex-presidente Lula responde pelos mesmos três crimes n a ação. O filho, Luís Cláudio, é citado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, mas não por tráfico de influência.

A denúncia

A denúncia relacionada à Operação Zelotes foi apresentada em dezembro. Segundo o MPF, os crimes foram praticados entre 2013 e 2015 quando Lula, como ex-presidente, teria participado de um esquema para beneficiar empresas junto ao governo Dilma Rousseff.

Segundo o MP, durante as investigações não foram encontrados indícios de que Dilma tivesse conhecimento do suposto esquema.

Em troca, diz a denúncia, os empresários Mauro Marcondes e Cristina Mautoni teriam repassado cerca de R$ 2,5 milhões a Luis Cláudio Lula da Silva. Segundo relatório da Polícia Federal, não houve prestação de serviço pela empresa do filho de Lula. A PF diz também que o material produzido pela empresa era cópia de material disponível na internet.

Na documentação enviada ao juiz, o Ministério Público Federal descreve como teria sido a atuação de cada um dos quatro investigados no esquema. Segundo a denúncia, o empresário e lobista Mauro Marcondes "comandou" a organização criminosa, fazendo a ligação entre as empresas beneficiadas e a família de Lula.

Já a mulher e sócia de Marcondes, Cristina Mautoni, teria participado "ativamente" das contratações e do "fluxo de informações" com as empresas e com Luís Cláudio Lula da Silva.

De acordo com a denúncia, ao ex-presidente Lula coube "fazer os encontros com fortes indícios de que deu aval" para Mauro Marcondes e Cristina Mautoni propagarem, "para fins contratuais milionários", o apoio e prestígio que tinha junto ao governo federal e à Presidência da República.

A denúncia afirma que a Luís Cláudio coube fornecer dados de uma das suas empresas a fim de receber o dinheiro a título de apoio do ex-presidente, mediante um contrato de fachada.

 

Fonte: G-1

Aécio: o afastamento de Aécio da função parlamentar foi determinado na quinta-feira, 18, pelo relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin (Valter Caampanato/Agência Brasil/Agência Brasil)

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) vai entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele possa retomar o mandato parlamentar.

No entendimento dos advogados do tucano, Alberto Toron e Eduardo Alckmin, não há respaldo constitucional para que Aécio permaneça afastado do cargo de senador da República.

“Vamos entrar com um agravo regimental questionando a aplicação das medidas cautelares contra o senador, sobretudo aquelas que o afasta das atividades legislativas. O ponto fundamental é que o afastamento imposto ao senador não encontra qualquer respaldo na Constituição”, afirmou Toron.

O advogado argumenta ainda que o caso de Aécio é diferente dos demais parlamentares que foram afastados do cargo pela Operação Lava Jato, como o senador cassado Delcídio Amaral (ex-PT-MS) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“O Delcídio foi preso em flagrante. Já o afastamento de Cunha aconteceu porque ele estava se valendo da condição de presidente da Câmara para impedir o avanço do processo contra ele no Conselho de Ética”, disse.

O afastamento de Aécio da função parlamentar foi determinado na quinta-feira, 18, pelo relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin.

O magistrado também impôs duas outras medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS; e a proibição de se ausentar do País, devendo entregar o passaporte.

Fachin, no entanto, negou o pedido da Procuradoria-Geral da República para que o tucano fosse preso. Por estar apenas afastado, Aécio mantém a prerrogativa do foro privilegiado, isto é, de ser julgado pelo STF.

Fonte: Exame

O Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal divulgou uma nota de esclarecimento sobre a negociação do acordo de leniência entre o Grupo J&F e a Justiça. Segundo a nota, o acordo ainda não foi fechado e a negociação está travada por conta dos valores a serem pagos pela empresa. Por conta da divergência sobre os valores, o MPF informou aos negociadores do Grupo J&F que a empresa tem até às 23:59:59 desta sexta-feira (19) para responder se aceitará o valor sugerido pelo MPF. Se isso não acontecer, o MPF diz que considerará expirada a proposta.

"Os procuradores que representam o MPF na negociação defendem o pagamento de R$ 11,169 bilhões, a serem pagos no prazo de dez anos. O valor é equivalente a 5,8% do faturamento obtido pelo grupo econômico em 2016. Já os representantes da J&F propuseram pagar R$ 1 bilhão, o que equivale a 0,51% do faturamento registrado no período", explica o MPF.

As conversas para formulação de acordo, segundo o MPF, começaram no fim do mês de fevereiro e aconteceram de forma paralela às negociações para a colaboração premiada - procedimento já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A colaboração premiada é assinada pelos diretores e pessoas físicas ligadas à empresa que teriam praticado crimes.

Por sua vez, o acordo de leniência é o caminho para a empresa assumir os crimes de sua pessoa jurídica e ficar imune às punições relacionadas às atividades ilícitas. "Nos últimos dois dias, as reuniões com vistas à leniência se intensificaram. Entretanto, surgiu um impasse em relação ao valor da multa a ser paga pela empresa", completa o MPF.

Fonte: AGNCIA ESTADO
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