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Antonia Fontenelle mandou um recado para Flávia Alessandra durante uma entrevista para Alvaro Leme, em seu canal na web. A atriz, que foi casada com Marcos Paulo, pai da primogênita de Flávia, Giulia Costa, pediu perdão e falou sobre a luta na justiça pela herança do ex.

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"Flávia, se eu te fiz algum mal, me perdoa, do fundo do meu coração. O que eu fiz foi amar o seu ex-marido, pai da sua filha, e eu amei e ainda amo a Giulia. Hoje eu não falo com a Giulia e a Giulia não fala comigo. Eu só não posso abrir mão do que o Marcos me confiou, do que o Marcos queria que fosse, porque eu sempre fui muito leal a ele. Flávia, Mariana, Vanessa, ele deixou todo mundo arrumadinho, então vamos parar com isso, em nome de Jesus. Porque é uma briga descabida. Depois todo mundo morre e fica tudo aí. Vocês viram, o pai de vocês foi para o cemitério embrulhado em um lençol, um cara milionário... Então é isso, a gente não leva nada daqui. Por outro lado, eu preciso fazer valer a minha passagem por isso aqui. Eu não vou abaixar a cabeça porque vai ficar feio pra mim como mulher. Vim do nordeste e diariamente eu tomo paulada por ser loira, ser mãe solteira, ser nordestina, por ser desbocada, segundo vocês. Então me perdoem se eu fiz algum mal para vocês. Paz, chega, cinco anos se passaram", disse ela, ao ser questionada sobre o que achava de Flávia Alessandra.

"Não tenho perspectiva de quando vou receber o dinheiro. Do início ao fim, estou sendo esculachada e isso eu não admito. Querem me tratar como putinha do cara", disse ela, referindo-se ao público que acompanha o caso pela internet.

Em decisão da Justiça no dia 2 de agosto, Antônia Fontenelle -- com quem Marcos Paulo viveu durante seus últimos sete anos --, foi reconhecida novamente como herdeira do diretor, que morreu em 2012,  de acordo com o advogado dela, Adaílton Carlos Rodrigues. A nomeação não é novidade e, segundo a representação de Flávia e Giulia Costa, jamais foi questionada.

POSIÇÕES OFICIAIS
No início do mês, Flávia Alessandra se pronunciou pela primeira vez sobre a disputa pelo patrimônio de Marcos Paulo, com quem foi casada e de quem sua filha com o diretor, Giulia Costa, é herdeira. "Tenho evitado ao máximo tocar nesse assunto, prometi pra mim mesma que não falaria sobre isso, mas estou vendo que estão confundindo meu papel nessa história toda. Então, que fique claro: nunca briguei por nenhuma herança, jamais questionei ou questionarei qualquer decisão da Justiça e apenas represento a minha filha menor de idade, que é herdeira por direito", disse Flávia, por meio de sua assessoria de imprensa.

Alessandro Elísio Chalita de Souza, advogado que representa Flávia e Giulia, também se manifestou, no dia 3 de agosto, através de comunicado à imprensa, após acusações de Antônia. "A Sra. Flávia Alessandra rechaça com veemência qualquer interferência na tramitação do inventário dos bens, e que nunca teve e nem terá qualquer intenção em receber bens deixados pelo Sr. Marcos Paulo. A atuação da Sra. Flávia limita-se a zelar pelos interesses de sua filha menor de idade, Giulia Costa, assistindo-a no processo e nada mais", cita Chalita.

"A Sra.  Antônia Fontenelle é que está pleiteando algo que no passado renunciou. Explico: houve entre Sra. Antonia e Marcos Paulo, a celebração de uma escritura de união estável, registrada e reconhecida, aonde ela, Antônia, abriu mão de todo e qualquer patrimônio do falecido diretor de televisão. Este documento, inclusive foi entregue às filhas pelas mãos do Sr. Marcos Paulo no dia da cirurgia realizada pelo mesmo", emenda (LEIA A ÍNTEGRA ABAIXO).

CONFIRA O COMUNICADO DO ADVOGADO DE FLÁVIA E GIULIA RECEBIDO POR QUEM EM 3 DE AGOSTO:

"Considerando as notas jornalísticas recentemente veiculadas em alguns meios de comunicação, aonde aborda questão tratada no inventário dos bens deixados pelo Sr. Marcos Paulo Simões, e principalmente as assertivas lançadas pela Sra. Antônia Fontenelle, venho na qualidade de advogado das Sras. Giulia Costa e sua mãe Flávia Alessandra, esclarecer o que segue.

Inicialmente, a Sra. Flávia Alessandra rechaça com veemência qualquer interferência na tramitação do inventário dos bens, e que nunca teve e nem terá qualquer intenção em receber bens deixados pelo Sr. Marcos Paulo. A atuação da Sra. Flávia limita-se a zelar pelos interesses de sua filha menor de idade, Giulia Costa, assistindo-a no processo e nada mais.

E mais, os interesses defendidos no processo são todos harmônicos e estão em sintonia perfeita com as disposições do Testamento público deixado pelo Sr. Marcos Paulo, ou seja, o que as três herdeiras e filhas pedem é que a Justiça atenda as vontades do falecido pai, como bem lançada claramente no testamento que o mesmo deixou, aonde deixa claro vontade de ter as três filhas como únicas herdeiras.

Vale ressaltar, que a Sra.  Antônia Fontenelle é que está pleiteando algo que no passado renunciou. Explico: houve entre Sra. Antonia e Marcos Paulo, a celebração de uma escritura de união estável, registrada e reconhecida, aonde ela, Antônia, abriu mão de todo e qualquer patrimônio do falecido diretor de televisão. Este documento, inclusive foi entregue às filhas pelas mãos do Sr. Marcos Paulo no dia da cirurgia realizada pelo mesmo.  Nesse mesmo dia, Marcos ainda teve a preocupação de dizer as filha que havia registrado esse documento assim como o testamento para caso o pior viesse a acontecer.

O documento assinado pela Sra. Antônia, mostra as escâncaras a real intenção do Sr. Marcos Paulo, de proteger seus bens e deixá-los, exclusivamente, para suas três filhas. Tanto que lavrou o mencionado testamento acima citado.

A condição de herdeira nunca foi questionada, até porque decorre da escritura de união estável celebrada entre Antônia e Marcos Paulo.

O que é questionado pelas três herdeiras em comum acordo e que ainda depende do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, é a validade ou não de um documento supostamente assinado pelo Sr Marcos Paulo, aonde o falecido teria dado parte das contas bancárias em favor da Sra. Antônia. Em relação a esse documento particular, a Sra. Antônia sofreu sucessivas derrotas na Justiça do Rio de Janeiro, já que foi constatado que o mesmo que foi escrito a mão, numa letra pouco legível,  sem nenhum registro e sem testemunhas.

Fato é que a Sra. Antônia tem histórico de má utilização e manipulação indevida de documentos. Explico mais uma vez: há um bem imóvel localizado em Nova Iorque, que foi adquirido pelo falecido. Esse bem, por estar situado no exterior não deve ser tratado no inventário brasileiro, mas sim na Justiça dos EUA. A justiça americana, por sua vez, reconheceu a FRAUDE perpetrada pela Sra. Antônia, que de forma indevida, utilizou uma procuração sem validade para transferir para si esse patrimônio em detrimento das três herdeiras.

A justiça americana reconheceu essa FRAUDE e desfez a transferência da propriedade desse bem, partilhando-o assim com as três herdeiras legítimas e reconhecidas em Testamento público.

Por essa razão e pelo histórico não muito favorável, há esse questionamento na justiça brasileira sobre a validade ou não de um documento supostamente assinado pelo Sr. Marcos Paulo que vai totalmente contrário ao Testamento que deixou.

A justiça brasileira tem se mostrado muito hábil em tratar essa questão, e os processos de cumprimento de testamento e inventário tramitam com a celeridade necessária preservação e correta partilha do patrimônio do Sr Marcos Paulo que, repita-se, sempre teve a intenção de privilegiar suas filhas, mais ninguém.

Espero ter esclarecido com verdades todo o processo, desejando que a partir deste momento não haja mais  eventual tentativa de manipulação de informação e da opinião pública, baseada em vazias alegações plantadas pela Sra. Antônia Fontenelle, que busca incessantemente colocar as herdeiras numa posição diferente da realidade aqui apresentada.

Alessandro Elísio Chalita de Souza."

ENTENDA O CASO:

Antônia viveu com Marcos Paulo de 2006 até a morte dele, em novembro de 2012, de embolia pulmonar. E briga na justiça por conta da herança do ator e diretor. Ele teve três filhas de relacionamentos anteriores: Vanessa, com a modelo italiana Tina Serina (que durou de 1970 a 1971); Mariana, do casamento com a atriz Renata Sorrah (entre 1982 e 1984), e  Giulia, da união com Flávia (entre 1997 e 2002).

Na quarta-feira, 2 de agosto, Adailton Carlos Rodrigues  conversou com QUEM ao sair da vigésima câmara civil do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. "Ela foi reconhecida como herdeira como já havia sido em 2014", explicou. “Houve uma parte da decisão em que disse que a Antônia deve ficar restrita aos bens adquiridos no curso da união estável durante os sete anos em que eles estiveram juntos. Mas temos interesse em recorrer porque em maio de 2017 o Supremo Tribunal Federal equiparou a companheira com a esposa no que se refere aos direitos sucessórios. Nessa linha, nós iremos recorrer para que seja aplicada a nova orientação do STF ao caso da Antônia."

Em entrevista para QUEM, Antônia  falou sobre a demora do processo e criticou a suposta postura do inventariante João Paulo Lins e Silva. "Como herdeira do Marcos Paulo eu exijo que o inventariante Sr. João Paulo Lins e Silva cumpra a decisão judicial que me reconheceu como herdeira e não cabe mais recurso. Ele até hoje não reapresentou as primeiras declarações. O inventariante é responsável por fazer o processo andar. Meus advogados, inclusive, há meses pediram para ele prestar informações no processo da administração dos bens do espólio e até agora nada", explicou.

Em comunicado enviado à QUEM, também no início do mês, o advogado João Paulo Lins e Silva esclareceu que a nomeação não é novidade e disse que o fato de Antonia ser reconhecida como herdeira não necessariamente lhe dá direito ao patrimônio, assim como o advogado de Flávia e Giulia, que afirma que ela renunciou à herança quando assinou a união estável com Marcos Paulo. "O mérito já havia sido debatido, e por força de um instrumento declaratório de união estável, assinado por ambos, já daria direito à ex-companheira o status de herdeira. Por outro lado, não necessariamente o título de herdeira dá ao nomeado direito ao patrimônio, devendo cada caso ser analisado individualmente. Não caberá ao inventariante decidir nem definir se a Sra. Fontenelle receberá ou não patrimônio. Seu direito, se comprovado, será definido pelo Poder Judiciário, cabendo ao inventariante, exclusivamente, o cumprimento da ordem. No presente momento não ocorreu qualquer divisão patrimonial, assegurando a todos os herdeiros com direito ao patrimônio, seus respectivos quinhões, no momento que forem divididos", diz Lins e Silva, acrescentando que o papel do inventariante é, acima de tudo, de zelar pela vontade do falecido, determinado em testamento", citou Lins e Silva.

Fonte:NEWS FAMOSOS
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