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cancelamento da exposição “Queermuseu — Cartografias da diferença na arte brasileira” no Santander Cultural, em Porto Alegre, virou alvo de acalorados debates e acusações. Inaugurada no dia 14 de agosto, a mostra deveria ficar em cartaz até 8 de outubro, mas foi fechada depois que grupos pressionaram a instituição contra o que chamam de promoção de pedofilia, zoofilia e blasfêmia. Ao saberem da decisão, artistas, curadores, produtores de arte, mas também economistas, professores e profissionais de diversas áreas se manifestaram contra a posição do Santander. Ontem à tarde, a instituição anunciou que irá devolver à Receita Federal os R$ 800 mil captados pela Lei Rouanet para realizar a exposição. ONGs e entidades que se dedicam à promoção dos direitos LGBT marcaram para esta terça-feira, às 15h30m, em frente ao Santander Cultural, um ato em repúdio à decisão e em defesa da liberdade de expressão. Herdeiros da artista Lygia Clark (1920-1988), que tem duas obras na coletiva, prometeram participar. Além disso, circula na internet um manifesto, que até ontem à noite contava com cerca de 3.800 assinaturas reivindicando a reabertura da mostra.

Curador da exposição, Gaudêncio Fidelis disse que se sentia ameaçado por postagens nas redes sociais, dada a proporção que o debate tomou. Curador de duas edições da Bienal do Mercosul (em 2005, como adjunto, e em 2010, como curador-geral), Fidelis afirma que a decisão do instituto abre um precedente perigoso:

 

Fonte:GLOBO
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