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O advento da Internet das Coisas, baseada em rede de dispositivos que coletam e transmitem dados de forma autônoma via internet, traz a reboque um desafio: garantir energia de forma contínua para os dispositivos portáteis.

Atentos ao problema e às oportunidades, pesquisadores da RIKEN, centro pesquisas laboratoriais avançadas do Japão, e da Universidade de Tóquio desenvolveram um novo tipo de célula fotovoltaica ultrafina, revestida por filmes flexíveis e impermeáveis.

Mesmo depois de ser molhada em água ou esticada e comprimida, ela continua a fornecer eletricidade a partir da luz solar.

O trabalho, publicado na revista Nature Energy, pode abrir o caminho para o desenvolvimento de dispositivos solares portáteis, que fornecerão energia a gadgets como monitores de saúde incorporados na roupa.

Segundo os pesquisadores, três características são importantes para o sucesso da energia fotovoltaica compatível com materiais têxteis: estabilidade em diferentes ambientes (tanto no ar como na água), eficiência energética e robustez mecânica (incluindo a resistência à deformação).

No passado, foram feitas tentativas para criar células solares que poderiam ser incorporadas em tecidos, mas em geral o resultado deixava a desejar em pelo menos uma das propriedades importantes.

Para testar a resistência do novo dispositivo, os pesquisadores mergulharam-no em água durante duas horas e o submeteram à compressão, e descobriram que ele ainda manteve 80 por cento da eficiência original.

As células solares são super finas e flexíveis graças a um material chamado PNTz4T que a equipe de pesquisa desenvolveu em estudos anteriores. Além disso, elas receberam um revestimento especial de um polímero com propriedades “elásticas” em ambos os lados, que confere flexibilidade e impermeabilização, permitindo que a luz entre.

“Ficamos muito satisfeitos ao descobrir que o nosso dispositivo possui uma grande estabilidade ambiental ao mesmo tempo que possui uma boa eficiência e robustez mecânica. Esperamos que esses sistemas fotovoltaicos laváveis, leves e flexíveis abram novo caminho para sensores portáteis e outros dispositivos”, disse em nota, Kenjiro Fukuda, do RIKEN.

Fonte:Exame
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