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Bahia

Um grupo de criminosos explodiu a agência do Banco do Brasil da cidade de Candiba, centro-sul da Bahia, na madrugada desta quinta-feira (3). Durante a ação, um vigilante da cidade chegou a ser feito refém e liberado em seguida, sem ferimentos.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de seis homens chegaram ao local em um carro e uma motocicleta, por volta das 3h. Com a explosão, parte da agência ficou destruída. Eles chegaram a disparar tiros e cápsulas foram encontradas próximo ao banco. Os criminosos fugiram, levando o vigilante, que foi liberado por volta de 7h em uma estrada vicinal.

Segundo informações iniciais, os bandidos não conseguiram levar o dinheiro dos caixas eletrônicos. Uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Guanambi foi encaminhada ao local para fazer perícia.

Guarnições da Policia Militar fazem buscas por suspeitos na região, mas até por volta das 9h desta quinta-feira, ninguém foi encontrado.

Fonte: Lem News / G-1
Com um calendário anual composto por 16 eventos religiosos, Bom Jesus da Lapa realiza, a partir desta sexta-feira (28), a sua maior romaria, dedicada ao santo que dá nome ao município. Durante 10 dias, a cidade, reconhecida como capital baiana da fé, deve receber mais de 500 mil romeiros e peregrinos que vêm à Bahia para viver experiências de fé e devoção.
 
Com o tema 'Com Jesus e Nossa Senhora defendemos a vida', a programação da Romaria de Bom Jesus segue até 6 de agosto, atraindo visitantes da Bahia e de outros estados como Piauí, Tocantins, Pará e Mato Grosso.
 
A novena, que é realizada de 28 de julho a 5 de agosto, inclui missas diárias e homenagens aos romeiros, sempre às 19h, no santuário do Bom Jesus da Lapa. Durante o dia, os visitantes podem desfrutar dos atrativos da cidade, com destaque para os passeios de barco pelo Rio São Francisco, além de visitar as seis capelas que compõem o santuário.
 
O auge da festa religiosa realizada há mais de 300 anos é o dia 6 de agosto, quando romeiros participam das missas celebradas durante todo o dia, no santuário, a partir das 5h. Nesse dia, o encerramento dos festejos dedicados ao Bom Jesus será marcado pela missa prevista para 16h, na catedral do Bom Jesus da Lapa (bairro Amaralina), seguida por procissão que percorrerá as principais ruas da cidade até a chegada ao santuário, no Centro.
Turismo religioso 
 
Localizado às margens do Rio São Francisco, Bom Jesus da Lapa é um dos principais ícones do turismo religioso na Bahia e recebe 2,5 milhões de romeiros por ano, de acordo com o reitor do santuário de Bom Jesus da Lapa, padre Devaldo Menez. No período da maior romaria do ano, entre o fim de julho e início de agosto, a movimentação de visitantes na cidade, pertencente à zona turística Caminhos do Oeste, é ainda maior, favorecendo a economia local.
 
De acordo com Joaquim Oliveira, proprietário do Hotel Real, as romarias que levam visitantes à cidade geram movimentação financeira para os mais diversos segmentos. “Do comércio formal, com destaque para os hotéis, até os vendedores ambulantes, todos ganham seu dinheiro”, comenta. 
 
No estabelecimento que ele comanda há mais de 20 anos, todos os 25 leitos estão reservados há um ano para o período da romaria do Bom Jesus. Os clientes fiéis são principalmente do sul da Bahia e de estados como São Paulo, Espírito Santo e Goiás, além do Distrito Federal.
 
Segundo Maíla Ferreira, do Palace Hotel, o período mais forte da romaria é de 1º a 7 de agosto (um dia após o término da festa), quando o empreendimento estará com 20 apartamentos reservados. O último quarto, que garantirá 100% de ocupação no hotel, já está em negociação.
Fonte: Blog Douglas Batista/Ascom - Setur

Começou ontem, quinta  (27) o pagamento do abono salarial ano-base 2016, de acordo com a data de nascimento dos trabalhadores. Os primeiros a receber são os nascidos em julho.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, na Bahia, 1.239.460 milhões de trabalhadores receberão o abono 2016 do PIS. Isso corresponde a 5,59% do total de beneficiários no país, perfazendo um total de R$ 904.590.766 injetados na economia baiana. Um montante correspondente a 5,73% de todo o país, quantitativo inferior somente a MG, PR, RJ, RS e SP.

Os valores variam com o tempo de trabalho no ano passado e vão de R$ 79,00 a R$ 937,00. Segundo a caixa economica.

Quem nasceu nos meses de julho a dezembro receberá o benefício ainda no ano de 2017. Já os nascidos entre janeiro e junho receberão no primeiro trimestre de 2018. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 29 de junho de 2018, prazo final para o recebimento.

Fonte: Globo

O mais recente boletim médico sobre o estado de saúde do cantor Tony Salles, da banda Parangolé, divulgado nesta quarta-feira (19), em Salvador, informou que o artista está curado da malária. Segundo o infectologista que cuida de Tony, Adriano Silva, os últimos exames realizados no cantor não mostram a presença dos protozoários que causam a doença, no entanto, ele segue em observação.

"Todos os indícios mostram que ele está curado. Ele não apresenta mais febre, não apresenta mais dor, tudo que é considerado quadro clínico de malária. No entanto, testes precisam ser repetidos nas próximas semanas, para confirmar a ausência definitiva do protozoário", contou o infectologista.

O artista continua internado no Hospital Aliança, na capital baiana. Conforme o infectologista, Tony ainda não recebeu alta porque está em observação. O artista se recupera de uma anemia. O problema foi causado por uma hemorragia no baço, tratada durante uma cirurgia realizada na terça-feira (18).

No boletim divulgado nesta quarta, o hospital afirma que o procedimento foi bem sucedido e que, um dia após a cirurgia, o artista apresentou "significativa melhora clínica e dos parâmetros laboratoriais". Segundo o infectologista Adriano Silva, Tony Salles está bem e deve ser liberado nos próximos dias.

"Foi feito um tratamento conservador. O baço não foi retirado. Foi colocado uma membrana feita de proteínas que segura o sangramento. Ele esta muito bem, alimentando-se normalmente, comunicativo. Em uma primeira passada de olho ninguém diria que ele está doente", informou o infectologista.

 
 
Fonte: G1

Um laboratório de drogas foi desativado pela Polícia Civil, no bairro de Engomadeira, em Salvador, na segunda-feira (17). A informação foi divulgada nesta terça-feira (18). Conforme a Polícia Civil, o laboratório tinha capacidade para processar mais 200 kg de droga por dia, movimentando mensalmente mais de um milhão de reais.

De acordo com a polícia, foram encontrados por investigadores do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), em um imóvel na localidade da Lajinha, 100 kg de maconha, 1,5 kg de crack e 300 gramas de cocaína, além de balanças de precisão e munições. Ninguém foi preso.

De acordo com o delegado André Garcia, da Coordenação de Narcóticos do Draco, também foi encontrado o imóvel farto material para embalagem e distribuição de drogas, além de 63 balanças de precisão, 15 potes com fermento químico em pó e 500 pinos para acondicionar cocaína.

Ainda no local, os investigadores acharam 85 munições para calibres 45, pistolas 9mm e 380, e dois carregadores, 28 tesouras, oito bacias, um liquidificador, barbantes e três mil embalagens plásticas. “Historicamente a região movimenta grandes quantidades de entorpecentes, pois vende para usuários e grandes traficantes, em toda capital baiana”, afirmou, em nota, o delegado André Garcia.

Segundo a polícia, as investigações revelaram que o traficante Márcio Silva dos Santos, conhecido como "Cavalo", é um dos principais líderes do tráfico na Engomadeira. Ele está foragido, pois possui um mandado de prisão preventiva por tráfico de drogas em aberto. Qualquer informação sobre o paradeiro de "Cavalo" pode ser compartilhada pelo Disque Denúncia (3235-000). O anonimato é garantido.

Fonte: G1

Após ser pego com drogas e munições, um médico foi preso em flagrante em Senhor do Bonfim, no Centro-Norte da Bahia, nessa quinta-feira (13). Fernando Pereira Garcia, de 44 anos, era procurado pela justiça de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, por tráfico de drogas, e anabolizantes.

O suspeito, relatou que trabalhava na cidade baiana e tem cadastro regular no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CRM-BA). Com ele, a polícia encontrou 20 balas para revólver, cocaína e maconha.

Fonte: R-7

O cantor Tony Salles, da banda Parangolé, está com malária. Ele está internado no Hospital Aliança, em Salvador, desde a segunda-feira (10), conforme informações passadas pela assessoria de imprensa do grupo nesta quarta-feira (12). O artista é marido da ex-dançarina Scheila Carvalho.

Um relatório médico divulgado pela assessoria do grupo informa que o paciente fez viagem recente para a cidade de Malabo, na Guiné Equatorial e, três dias antes da internação, evoluiu com febre alta e dor de cabeça. O quadro de Tony Salles, que tem 36 anos, é estável. Não há previsão de alta.

O cantor faz tratamento com medicações e é acompanhado por um infectologista. Conforme a assessoria do Parangolé, o artista fez um show na África, com o grupo, no dia 25 de junho. Foi a primeira apresentação da banda no continente africano.

Por conta da doença, a agenda de shows do grupo Parangolé no Brasil, prevista para o próximo fim de semana, foi cancelada. O grupo tinha apresentações marcadas nas cidades mineiras de Santa Maria do Suaçui, no sábado (15), e em Pedra Azul, no domingo (16).

Fonte: G-1

Marcio Lima Santos, 38 anos, foi espancado até a morte na noite do último sábado (1º) por um grupo de moradores na zona rural de Araçás, região Nordeste da Bahia, depois de atropelar e matar duas pessoas e deixar outra ferida. O crime aconteceu por volta das 18h, no km 19 da BA-504, no trecho entre a cidade e Alagoinhas.

Segundo a Polícia Civil, Marcio dirigia uma Mitsubishi L200 e estava em alta velocidade quando atingiu um idoso de 65 anos, que morreu no local do atropelamento. Em seguida, ainda em alta velocidade, Marcio bateu em uma moto Yamaha 125 onde viajavam duas pessoas.

O condutor Joanderson Damasceno Barros, 21, sofreu fraturas expostas, chegou a ser socorrido para o Hospital Regional Dantas Bião, em Alagoinhas, mas não resistiu aos ferimentos. O carona, o adolescente Alexandre Batista Santos, 14, teve múltiplas fraturas e morreu no local do acidente.

 

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Marcio tentou fugir, mas acabou batendo o veículo na cerca da Fazenda Onça. Revoltado, um grupo de moradores espancou o motorista com pauladas, socos e pontapés até a morte. Em seguida, o mesmo grupo ateou fogo no carro conduzido por Marcio.

Segundo a Polícia Militar, uma equipe da 1ª Companhia do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) foi acionada, por volta das 20h, para atender a ocorrência, mas, ao chegar ao local, encontrou os corpos das quatro pessoas. A PM aguardou a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realizou perícia e remoção dos corpos.

A polícia não soube informar se o motorista que provocou os acidentes estava alcoolizado. Tanto o corpo, quanto o veículo, devem passar por exames periciais para apontar se o motorista estava sob efeito de bebidas alcoólicas e com qual velocidade o carro atingiu as vítimas.

Nenhum dos moradores que participou do linchamento foi identificado ou preso. De acordo com delegado titular de Araçás, Ariston Brito, a polícia está tentando identificar possíveis testemunhas. No local, não há nenhuma câmera de segurança que possa ter registrado o crime. 

Apesar de o acidente ter acontecido em uma rodovia, de acordo com o delegado, há muitas casas de moradores na região. “Se tivesse uma câmera, seria muito mais fácil, ou até se as pessoas quisessem falar, como acontece quando eles acreditam que a pessoa linchada era inocente. Nesse caso, como as vítimas atropeladas eram pessoas da região e o pessoal que linchou também deve ser, por já estar no local, fica muito mais difícil elucidar”. 

Fonte: B. NOTCIAS

Policiais militares prenderam em flagrante, nesta quinta-feira (22), em um condomínio de Barra do Jacuípe, localidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, cinco integrantes de uma quadrilha especializada em assalto a agências bancárias na Bahia. Com o bando, PMs da 59ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Vila de Abrantes) apreenderam um fuzil e um rifle, além de notebooks e munições. 

Os policiais receberam uma denúncia de que um grupo comercializava drogas em uma residência no condomínio Bosque das Árvores. Ao chegar no local, os militares, segundo nota da Corporação, foram recebidos a tiros, mas conseguiram conter a ação dos cinco acusados, que foram presos e conduzidos para Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba.

Com os detidos foram encontrados um fuzil calibre 556, um rifle calibre 556, dois carregadores de fuzil, dois notebooks, três aparelhos celulares, além de munições, dois veículos e certa quantia em dinheiro.

Dos cinco detidos pela PM, dois foram escoltados na manhã desta sexta-feira (23) por cerca de dez policiais civis para uma viatura do DHPP. O delegado Marcelo Calmon apenas informou que as prisões foram feitas em flagrante e que não podia fornecer mais detalhes sobre os presos. O CORREIO tentou contato com o coordenador do Draco, Marcelo Sansão, mas não obteve sucesso.

Ataques a bancos
Salvador registrou esta semana três ataques a agências bancárias - nos bairros da LiberdadeSussuarana e na Avenida ACM. Ontem, um adolescente de 16 anos foi apreendido por suspeita de envolvimento no furto de aparelhos eletrônicos da agência do Santander na Avenida ACM. Já os ataques à agência do Bradesco, na Estrada da Liberdade, e da Avenida Ulisses Guimarães, próximo ao CAB, são investigados se foram praticados pelo mesmo grupo - pelo menos 10 homens colocaram explosivos na madrugada desta segunda-feira (19) na agência do Bradesco no bairro da Liberdade.

Fonte: 24 HORAS

Uma jovem de 20 anos, suspeita de integrar uma facção criminosa de tráfico de drogas, foi morta, na noite de quinta-feira (22), após ter sido solta por pagar fiança, no distrito de Pindorama, em Porto Seguro, de acordo com a Polícia Civil.

Ela estava acompanhada da mãe, quando voltava para casa, em um carro de transporte alternativo, e o veículo foi interceptado por criminosos, que mataram a vítima.

Ela estava detida há alguns dias na delegacia de Porto Seguro pelo crime de tráfico. O pagamento da fiança responsável pela liberação foi determinado pela Justiça.

Fonte: G-1

 

O pastor envolvido na morte de duas mulheres obteve habeas corpus e saiu do Conjunto Penal de Vitória da Conquista, no sudoeste, ontem terça-feira (20). Edimar da Silva Brito é suspeito de ser o mentor do duplo assassinato, ocorrido no dia 20 de janeiro do ano passado. Dois outros homens participaram da execução do crime.

A professora da Uneb, e também pastora, Marcilene Oliveira Sampaio e a prima dela Ana Cristina Santos Sampaio foram mortas a golpes de pedra em uma estrada entre Vitória da Conquista e Barra do Choça, na mesma região. Na ação, o marido da professora morta contou que estava com as vítimas no dia do crime. Ele afirmou que foi colocado em um carro, enquanto as duas mulheres seguiram em outro com um dos acusados. Entre as suspeitas do crime estaria a hipótese de disputa por fiéis pelo fato de as duas terem saído da igreja de Edimar Brito e ter fundado outra organização religiosa.

Fonte: B. NOTCIAS

Reconhecidas como patrimônio imaterial da Bahia, as baianas de acarajé terão a profissão oficializada por meio da inclusão da atividade na lista de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A categoria aguardava há 8 anos pela formalização.

Com apoio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres Infância e Juventude (SPMJ), a medida será assinada nesta sexta-feira, 16, na sede da Superintendência Regional do Trabalho no Estado da Bahia (SRTE), que fica no Caminho das Árvores, em Salvador.

Segundo a secretária da SPMJ, Taissa Teixeira, após longas conversas, conseguiu-se convencer o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, sobre a importância da profissão. “As baianas enfrentavam muitas dificuldades para tirar documentos, pois sempre as colocavam como cozinheiras e elas têm uma profissão (reconhecida)", explicou.

 

A presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau e Receptivo da Bahia (Abam), Rita Santos, por exemplo, passou por experiência constrangedora quando foi tirar o passaporte. “Quando fui tirar meu passaporte colocaram, no quesito profissão, (a opção) cozinheira, pois alegaram que a minha profissão não existia”, recordou.

Rita contou ainda que, após esta situação, procurou apoio em várias instituições, mas só em 2015 conseguiu ir a Brasília para ter uma conversa como o ex-ministro do Trabalho, Miguel Rossetto. “Fui questionar porque a nossa profissão, que existe há mais de 300 anos, não constava na lista da CBO”, disse a presidente. 

Ela informou que o processo ficou parado durante a transição de governo, mas, com a ajuda de Taissa Teixeira, as baianas conseguiram finalmente o reconhecimento da profissão.

Segundo informações da associação, são 21 estados mapeados no Brasil em que há baianas de acarajé e estas profissionais serão reconhecidas. “Só em saber que nossa profissão está na lista da CBO, com outras profissões, já é um grande avanço”, acrescentou Rita.

Trabalho infantil nos tabuleiros 

Umas das preocupações da Abam, junto com a SPMJ, é a presença de crianças e jovens com menos de 18 anos trabalhando nos tabuleiros. Taissa alertou que uma baiana já foi pega em flagrante por permitir que duas crianças trabalhassem em seu tabuleiro. Ela teve que pagar uma multa, aplicada pela Superintendência Regional do Trabalho no Estado da Bahia (SRTE), no valor de R$ 450 por criança. 

“Estamos preocupados com a questão do trabalho infantil, da exploração sexual e da exposição de crianças nas praias”, explicou a secretária.

Rita Santos informou que, no próximo dia 19 de junho, haverá uma reunião das baianas na sede da Prefeitura-Bairro da Ribeira (avenida Porto dos Mastros, nº 65) com a presença de representantes da SRTE, Ministério Público, Secretaria da Ordem Pública (Semop), Abam e SPMJ. Na ocasião, serão tratadas questões relativas ao trabalho infantil.

“Estamos fazendo um trabalho de conscientização com as baianas e aconselhamos que elas não deixem as crianças trabalharem nos tabuleiros, pois terão que pagar uma multa”, afirmou.

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Reconhecidas como patrimônio imaterial da Bahia, as baianas de acarajé terão a profissão oficializada por meio da inclusão da atividade na lista de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A categoria aguardava há 8 anos pela formalização.

Com apoio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres Infância e Juventude (SPMJ), a medida será assinada nesta sexta-feira, 16, na sede da Superintendência Regional do Trabalho no Estado da Bahia (SRTE), que fica no Caminho das Árvores, em Salvador.

Segundo a secretária da SPMJ, Taissa Teixeira, após longas conversas, conseguiu-se convencer o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, sobre a importância da profissão. “As baianas enfrentavam muitas dificuldades para tirar documentos, pois sempre as colocavam como cozinheiras e elas têm uma profissão (reconhecida)", explicou.

 

A presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau e Receptivo da Bahia (Abam), Rita Santos, por exemplo, passou por experiência constrangedora quando foi tirar o passaporte. “Quando fui tirar meu passaporte colocaram, no quesito profissão, (a opção) cozinheira, pois alegaram que a minha profissão não existia”, recordou.

Rita contou ainda que, após esta situação, procurou apoio em várias instituições, mas só em 2015 conseguiu ir a Brasília para ter uma conversa como o ex-ministro do Trabalho, Miguel Rossetto. “Fui questionar porque a nossa profissão, que existe há mais de 300 anos, não constava na lista da CBO”, disse a presidente. 

Ela informou que o processo ficou parado durante a transição de governo, mas, com a ajuda de Taissa Teixeira, as baianas conseguiram finalmente o reconhecimento da profissão.

Segundo informações da associação, são 21 estados mapeados no Brasil em que há baianas de acarajé e estas profissionais serão reconhecidas. “Só em saber que nossa profissão está na lista da CBO, com outras profissões, já é um grande avanço”, acrescentou Rita.

Trabalho infantil nos tabuleiros 

Umas das preocupações da Abam, junto com a SPMJ, é a presença de crianças e jovens com menos de 18 anos trabalhando nos tabuleiros. Taissa alertou que uma baiana já foi pega em flagrante por permitir que duas crianças trabalhassem em seu tabuleiro. Ela teve que pagar uma multa, aplicada pela Superintendência Regional do Trabalho no Estado da Bahia (SRTE), no valor de R$ 450 por criança. 

“Estamos preocupados com a questão do trabalho infantil, da exploração sexual e da exposição de crianças nas praias”, explicou a secretária.

Rita Santos informou que, no próximo dia 19 de junho, haverá uma reunião das baianas na sede da Prefeitura-Bairro da Ribeira (avenida Porto dos Mastros, nº 65) com a presença de representantes da SRTE, Ministério Público, Secretaria da Ordem Pública (Semop), Abam e SPMJ. Na ocasião, serão tratadas questões relativas ao trabalho infantil.

“Estamos fazendo um trabalho de conscientização com as baianas e aconselhamos que elas não deixem as crianças trabalharem nos tabuleiros, pois terão que pagar uma multa”, afirmou.

em vagas, cidade baiana retira mais de 400 corpos de cemitério e gera revolta... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/06/19/sem-vagas-cidade-baiana-retira-mais-de-400-corpos-de-cemiterio-e-gera-revolta.htm?cmpid=copiaecola

Fonte: A TARDE

Dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina, que tem como base dados do Sistema Único de Saúde (SUS), apontam que a Bahia é o estado que lidera o número de internações relacionadas a acidentes com fogos de artifícios. De um total de 4.577 ocorrências do tipo em todo o país, que foram registradas entre os anos de 2008 e 2016, 961 foram notificadas no estado baiano.

Depois da Bahia, o maior registro de internações ocorre em São Paulo (850) e em Minas Gerais (640). No período analisado, 83 pessoas morreram no Brasil vítimas de queimaduras provocadas por fogos de artifício.

Na Bahia, as estatísticas mostram que o número de pessoas internadas por acidentes com fogos aumenta até cinco vezes no mês de junho em comparação com os outros meses. "Festejo junino com bebida alcoólica e fogos de artifício, por isso esse aumento na média histórica em junho", explica Marcus Vinícius Barroso, coordenador do Centros de Tratamento de Queimados de Salvador (CTQ), no Hospital Geral do Estado (HGE). No CTQ, o número de internações aumenta 40% neste período do ano.

"Seria muito importante que nós pudéssemos fazer uma autocrítica no sentido de ver se a gente poderia incorporar novas brincadeiras à nossa comemoração e que não fosse necessariamente a utilização desses explosivos e dessas espadas", sugere o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Jecé Brandão.

A fisioterapeuta Luciana Barcellos já foi vítima de queimadura durante os festejos juninos. Ela estava assistindo a uma brincadeira com fogos de artifício, quando um deles explodiu ao lado dela queimando braço, pescoço e metade do rosto. A recuperação levou um ano. "Eu fiquei bem assustada, bem assustada mesmo. Eu queimei rosto, orelha, eu achei que a orelha ia ficar com algum problema", conta.

Os casos de queimaduras vão além do período junino. Em Feira de Santana, a comemoração num jogo de futebol deixou sequelas para a vida toda no empresário Sandro Haine. Uma bomba explodiu na mão e ele acabou perdendo as pontas de dois dedos. "Serviu de exemplo também, que eu sempre aconselho as pessoas, crianças, tudo, quando eu vejo, para não soltar bomba e mostro minha mão, o que aconteceu comigo", afirma.

Fonte: G-1

O jovem de 20 anos que precisou ser internado após ser picado por uma cobra em uma rave, em Vila de Abrantes, localidade de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, teve alta do hospital, após cinco dias. Iago Silva deixou a unidade médica, na capital, na tarde de sexta-feira (9).

Em entrevista neste sábado (10), Iago Silva, que é estudante de psicologia, contou que, embora já esteja em casa, ainda está em observação e não consegue pisar no chão. "Não consigo andar. Estou sem trabalhar e ir para a faculdade. Ainda estou em observação e tomando antibióticos", disse.

Iago relatou que a situação ocorreu logo após ele chegar na festa Aurora, por volta das 4h30. Essa foi a primeira vez que ele participou do evento, que é realizado em um sítio. Ainda na "rave", ele buscou atendimento médico, mas foi liberado. O estudante só foi internado por volta das 12h, após voltar para Salvador e ser levado pela sogra para um hospital.

"Foi logo na entrada da festa. O local era escuro. Senti [a picada], mas foi um negócio rápido. Não vi a cobra. Fui para um lugar iluminado para ver o que tinha acontecido. Procurei atendimento na ambulância da festa. Eles [médico] disseram que foi formiga e que podia ter sido alergia. Não deram nada. Fiquei sentado e o pé começou a inchar e aí aplicaram um corticóide. Tava inchado e dolorido, não conseguia pisar", relatou.

Iago contou que foi para a festa de sandália e foi picado  no calcanhar. Ele disse que, mesmo após a aplicação do corticóide, as dores no pé aumentaram e ele buscou atendimento novamente na ambulância e pediu para ser levado a um hospital. "Quando não aguenta mais de dor fui na ambulância novamente e eles negaram me levar para um hospital. Andei 3 km e fui para casa de táxi. Minha sogra me levou para o hospital", relatou.

"Foi logo na entrada da festa. O local era escuro. Senti [a picada], mas foi um negócio rápido. Não vi a cobra. Fui para um lugar iluminado para ver o que tinha acontecido. Procurei atendimento na ambulância da festa. Eles [médico] disseram que foi formiga e que podia ter sido alergia. Não deram nada. Fiquei sentado e o pé começou a inchar e aí aplicaram um corticóide. Tava inchado e dolorido, não conseguia pisar", relatou.

Iago contou que foi para a festa de sandália e foi picado foi no calcanhar. Ele disse que, mesmo após a aplicação do corticóide, as dores no pé aumentaram e ele buscou atendimento novamente na ambulância e pediu par ser levado a um hospital. "Quando não aguenta mais de dor fui na ambulância novamente e eles negaram me levar para um hospital. Andei 3 km e fui para casa de táxi. Minha sogra me levou para o hospital", relatou.

 

Na unidade de saúde, o estudante tomou outra vez um cortcóide e foi submetido a um exame de sangue, que revelou a presença de veneno de jararaca no sangue dele. "O exame deu picada de cobra jararaca. Os médicos disseram que meu sangue não tava coagulando e que eu podia ter hemorrogia e problema renal", afirmou.

Um turista de São Paulo morreu após passar mal na mesma festa e um jovem de 22 anos desapareceu após sofrer um surto e sair correndo para o meio de uma mata. Ele foi localizado na manhã deste domingo (10), em uma fazenda próxima ao local do evento.

O organizador da festa, Danilo Nazca Barreto, diz que o evento, que está na 15ª edição, estava legalizada e lamentou pelos ocorridos. "A gente sente muito pelo que aconteceu, porque a gente produz o evento durante quatro meses. Nós investimos muito para que o evento seja um evento seguro para todo mundo que está lá dentro, do começo ao fim do evento. Pensamos nos detalhes. A festa está legalizada como ela foi legalizada desde o começo. De 11 anos atrás até hoje, todos os nossos eventos tiveram o alvará de liberação", destacou.

Procurada na terça-feira (6), a Prefeitura de Camaçari informou, por meio de nota, que "Os organizadores da festa não pediram qualquer autorização à Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura de Camaçari para realizar o evento por ter sido organizado em condomínio privado". Danilo, no entanto, disse que existe um alvará da prefeitura expedido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur). O Corpo de Bombeiros informou que o quartel responsável pela região onde a festa ocorreu não foi notificado da realização do evento.

Fonte: G-1

Denúncia foi feita pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Informação foi divulgada pelo órgão nesta quarta-feira (7).

presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário Cultural Educacional e Social do Quilombo de Rocinha e Região (Acooped), Maria Regina Bonfim, foi denunciada à Justiça por falsidade ideológica, após emitir falsas declarações para que estudantes pudessem ingressar em universidades públicas como cotistas, alegando ser quilombolas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Millen Castro. Segundo ele, 13 estudantes utilizaram os documentos emitidos ou assinados por Maria Regina para obter acesso ao ensino superior, entre os anos de 2011 e 2015. Conforme o MP, Maria Regina Bonfim tinha ciência de que os documentos seriam usados para tal finalidade. A comunidade quilombola da Rocinha fica no município de Nossa Senhora do Livramento.

Nas universidades e institutos federais, as vagas de cotas são destinadas a estudantes vindos de escolas públicas, de baixa renda ou autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, conforme a classificação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os documentos falsos, segundo o MP, foram utilizados para acesso às universidades Federal da Bahia (Ufba), Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Entre os estudanes que utilizaram documentos falsos está Maiara Aparecida Oliveira Freire, que foi condenada a dois anos de prisão em regime aberto e expulsa da Uesb, em 2016, após a fraude ser descoberta.

De acordo com o MP, cópias dos autos dos demais procedimentos foram remetidas pelo promotor de Justiça Millen Castro para as Promotorias de Justiça das comarcas onde os estudantes usaram os atestados e também para as universidades, a fim de serem adotadas providências criminais e administrativas contra eles.

Não se  conseguiu contato com a presidente da associação que assinou os documentos dos alunos. Em reportagem exibida pelo Fantástico em outubro de 2016, Maria Regina Bonfim admitiu ter firmado declarações de moradia a estudantes que não moravam no quilombo. Ela declarou, ainda, que a família da estudante Maiara Aparecida Oliveira Freire contribuía financeiramente com a associação e que, por isso, assinou o documento falso da jovem.

 

Fonte: G-1

O então Presidente da Câmara de Vereadores de Conceição da Feira (cidade que fica localizada a 26 km de Feira de Santana, com uma população de aproximadamente 25 mil habitantes) na época, o senhor Raimundo Conceição França, abriu uma sindicância para apurar uma denúncia de possível desvio de dinheiro articulada pela Prefeitura e por empresas concessionárias de transporte escolar, entre os anos de 2013 a 2016.

A denúncia é de que empresas de transporte escolar contratadas pela Prefeitura de Conceição da Feira, pelo Expresso Nossa Senhora das Candeias, empresa da cidade de São Francisco do Conde, recebia mensalmente, R$ 33 mil, com franquia da Prefeitura de Conceição da Feira, além de outras locações.

Ainda referente aos nos documentos da denúncia de fraude, além da empresa anteriormente citada, outra Atlântico Transporte e Turismo LTDA, também foi contratada de forma desnecessária pela Prefeitura. Segundo a denúncia, foram cinco ônibus locados, pagos no valor de R$ 5,000 e dois ônibus de placa JOK-0111 e JOK-0209, que nunca prestaram serviços ao município. A prefeitura também locou, cinco carros leves, no valor de R$ 1,500, seis vans pagas por R$ 3,000 e uma caminhoneta S10 de placa OZC-1061.

Durante uma entrevista cedida ao jornal FOLHA DO ESTADO, o vereador, Raimundo Conceição da França, explicou que analises feitas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) foi avaliado um valor excedente das contas da cidade. Segundo ele, empresas contratadas para transportar estudantes para outros municípios, eram pagas pela prefeitura.

De acordo com o vereador, a Prefeitura tinha recebido através do Programa do Governo Federal, Caminho da Escola, pela FNDE, cerca de, 12 ônibus rurais, os quais conhecidos como o “transporte amarelinho”, a fim de conduzir os mais de 3.487 mil estudantes a escola do município.

Nos documentos cedidos pelo vereador, ao jornal, aparece no contrato feito pela Prefeitura, aproximadamente, onze ônibus, com preços variados, dentre eles, oito no valor de R$ 17.160,00,01, também, sete vans com preços de R$ 11, 679,80, outros veículos leves, com preço mensal de R$ 3, 730 cada e três pickups no custo de R$ 4. 740, veículos que nunca foram vistos prestando serviços ao município.

Ainda na entrevista, o vereador afirmou que existia uma lista de alunos falsificada, onde supostamente faziam o transporte destas crianças, entretanto os nomes dos tais estudantes eram ausentes, pois a relação dos referidos alunos faziam a condução pelos "ônibus amarelinho".

O vereador relatou que a denúncia foi encaminhada para o Ministério Público e para a Polícia Federal, onde os órgãos farão a apuração do dinheiro desviado, utilizado supostamente para a locação do transporte, pago pelo município de Conceição da Feira.

Na entrevista, o vereador fala: "a denúncia foi encaminhada para o Ministério Público e para a Polícia Federal, já que, vem da instância do Ministério da Educação, e os referidos órgãos estão tomando sua devida providências. Eu ainda não tive contato com a pronúncia do Prefeito do município, mas contra fatos não há argumentos", finaliza o vereador.

Fonte: FOLHA DA BAHIA

A cidade de Ilhéus guarda um importante acervo da história do país na qual o cacau, que perdeu espaço por pragas agrícolas, descuido e secas, volta a ser um instrumento da população para recuperar o selo do "turismo do chocolate" e reescrever a obra de Jorge Amado.

O objetivo da população é "reacender" o cultivo da "fruta dos deuses" na região, trabalhando com a recuperação histórica de locais como o Rio do Braço, primeiro distrito de Ilhéus e antiga estação de trem da região, por onde circulava o cacau entre os anos 1920 e 1930.

O lugar está em ruínas e a seca de 2016 afetou os cacaueiros que ainda tinham plantações ali.

Com o propósito de recuperar o espaço como patrimônio histórico e cultural, o empresário Lucas Kruschewsky lidera um projeto para a restauração do Rio do Braço.

"O Rio do Braço é o primeiro distrito de Ilhéus, importantíssimo. Foi cenário de novela, de filme, está nas páginas de Jorge Amado e por isso o trabalho é de resgate cultural e histórico", explicou à Agência Efe o empresário e ativista.

A primeira atividade foi transformar as ruínas do galpão central por onde chegava o cacau em um restaurante de comida típica, para atrair primeiro os residentes dos arredores e, logo depois, os turistas.

Segundo Kruschewsky só desta maneira será possível "envolver" a população para propor uma restauração coletiva e voluntária na área e, como consequência, recuperar a vontade dos jovens produtores em plantar cacau e produzir o que se classifica como chocolate de origem, aquele com maior concentração da semente.

"Os melhores produtores de chocolate são os europeus, mas eles não tem nenhuma árvore de cacau plantada. Por isso, além de internacionalizar a cultura do cacau, o objetivo é valorizar o que nós temos, o nosso chocolate de qualidade e saudável", destacou.

Ilhéus é reconhecida como a "rota do chocolate", mas nas últimas décadas esta valorização caiu e os produtores estão tentando retomar a marca do chocolate baiano como o melhor do Brasil, podendo ser comparado com os famosos suíços, já que se utiliza pelo menos 30% a mais de cacau na composição.

Essa porcentagem ou superior garante a diferença do chocolate industrial e o de origem.

A cidade continua explorando o comércio de produtos derivados do cacau, entre eles artesanatos, produtos de beleza e higiene, além da própria gastronomia que foi reforçada com a tradução a vários idiomas de "Gabriela", uma das obras célebres de Jorge Amado (1912-2001).

Para a população existe um sentimento de gratidão ao autor por ter imortalizado Ilhéus para o mundo.

"Se não fosse Jorge Amado, talvez a nossa história das fazendas de cacau e as nossas belezas naturais que estão tão esquecidas pelo poder público também seria uma rota ignorada pelos turistas", comentou à Efe a professora aposentada Ana Maria Oliveira.

Com o mais extenso litoral da Bahia, conhecido como Costa do Cacau, o município é um dos primeiros do Brasil, fundado em 1536, e conserva na arquitetura do centro da cidade as marcas da era colonial portuguesa, como a estátua da poetisa grega Safo, usada em barcos pelos portugueses entre 1924 e 1927.

A estátua é a única da poetisa na América do Sul e Safo é registrada na história como a primeira mulher a lutar pelos direitos de gênero, como contou o guia turístico Aloísio Souza.

As fachadas das casas também mantêm as iniciais dos "barões do cacau", como eram chamados os 'coronéis' e uma delas se transformou na Casa de Cultura e Museu Jorge Amado, onde a história da cidade está retratada pela coleção de objetos cedidos pela família do autor.

Das páginas dos livros aos panfletos de itinerários turísticos, Ilhéus passa por uma fase de transição entre o 'coronelismo' das décadas de 1920 e 1930 e a tentativa de ser um ponto de parada de turistas brasileiros e latinos, especialmente após a abertura de um aeroporto na cidade.

Pensando nisto, muitos resorts instalados ali, como o Cana Brava, surgiram de moradias familiares que se transformaram em um motor para impulsionar um turismo mais barato no Nordeste, com foco nas famílias de novas regiões.

O diretor do Cana Brava, Rafael do Espírito Santo, faz parte de um grupo de empresários que 'vende' o conceito do chamado "turismo do chocolate".

O turismo da cidade é o resultado histórico das gerações de cacaueiros, que no ecossistema da Mata Atlântica passaram por 20 anos sem exportar à Europa e deixaram aos filhos e netos o cuidado e a preservação da cultura do cacau.

"Sinceramente, nunca comi nada tão bom como o cacau", declarou à Efe o pequeno Bento, de sete anos, que cresce entre as fazendas e as histórias dos extintos 'coronéis' contados pelos seus avôs.

Fonte: G-1

Uma estudante, de 16 anos, morreu vítima de choque elétrico quando limpava um freezer em Cândido Sales, na região de Vitória da Conquista, sudoeste baiano. O fato comoveu a população local. O corpo de Tamires Cardoso foi sepultado no final da tarde desta quarta-feira (31). Segundo informações da Delegacia Territorial, a jovem limpava o refrigerador quando recebeu a descarga. Testemunhas contaram que a garota tinha parte do corpo molhado, além de estar com um pano úmido no momento do acidente. Logo após receber a descarga, a adolescente foi encontrada inconsciente por familiares, perto do equipamento. Ela chegou a ser levada por uma ambulância do Samu ao hospital da cidade. No local, a equipe médica tentou reanimá-la, mas a jovem não resistiu. O acidente ocorreu na tarde da terça-feira(30) em uma fazenda próxima à zona urbana do município.

Fonte: BAHIA NOTICIAS

A promotoria do Ministério Público de Itabuna, no sul baiano, acionou na Justiça o prefeito Fernando Gomes (DEM). A medida foi tomada após o gestor se negar a demitir a esposa, Sandra Neilma Gomes, e o sobrinho Dinailson Oliveira das secretarias de assistência social e administração da prefeitura, respectivamente. Antes, a promotoria tinha emitido uma recomendação ao prefeito, pedindo a exoneração dos secretários (veja aqui). “Ele disse na sexta-feira [26] que não iria acolher a recomendação, e na mesma ocasião a gente ingressou com uma representação por improbidade administrativa”, disse o promotor de Justiça Inocêncio de Carvalho Santana ao Bahia Notícias. Na ação, o promotor pede que a Justiça suspenda as nomeações dos secretários, com a exoneração deles, além da devolução dos valores já pagos aos dois em salários. O promotor ainda espera que o processo, que corre na Vara da Fazenda Pública de Itabuna, surta efeito o mais rápido possível. Segundo o MP, a nomeação dos secretários caracteriza nepotismo, que é quando o gestor usa da posição para para favorecer parentes. Entre as argumentações, o promotor cita uma lei municipal, sancionada pelo próprio Fernando Gomes, em 2007, vedando a contratação de parentes pela prefeitura. Uma Súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) [Súmula 13] também proíbe a nomeação de parentes até o terceiro grau. Por fim, acrescenta o promotor, os dois não teriam capacidade técnica para assumir os cargos, já que tanto a secretária como o secretário tem apenas o ensino médio completo. Ao BN, a secretária Sandra Gomes disse que a prefeitura manteria ela e Dinailson Oliveira nos cargos e não via conflito ético no caso.

Fonte: BAHIA NOTICIAS

Projeto Viver é voltado para o atendimento a vítimas de abuso sexual e também aos seus familiares (Foto: Juliana Almirante/G1)

Familiares e vítimas de violência sexual em Salvador sofrem os efeitos da desassistência após a suspensão de atendimentos psicoterapêuticos que eram oferecidos pelo Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver), localizado na Avenida Centenário. No dia 25 de abril, foram finalizados os dois últimos contratos com profissionais de psicologia e de outros dois de assistentes sociais.

A última contratação de profissionais para o Viver ocorreu em 2013. Desde então, o quadro de funcionários vem diminuindo.

Uma das muitas vítimas que se deparam com a falta de assistência especializada é uma menina de apenas cinco anos, e a mãe dela, que conversou com o G1, mas prefere não se identificar. A garota foi abusada pelo próprio pai. Ela chegou ao Viver em fevereiro deste ano e passou por duas sessões de psicoterapia, mas teve que interromper o tratamento. Sem o atendimento no Viver, a mãe procurou uma ONG que oferece atendimento psicoterapêutico e teve que custear um atendimento para ela própria.

A mãe da garotinha destaca que o atendimento do Viver era completo, ao atender as vítimas e os parentes, em um momento de grande sofrimento após o abuso sexual. “Nós estamos vivendo um deserto e o Viver era um oásis. Agora ele apenas é uma miragem”, lamenta.

O serviço no Viver é administrado pela Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Segundo a pasta, atualmente, trabalham no local uma enfermeira, um assistente social, um gerente, uma coordenadora técnica (formada em psicologia) e um coordenador administrativo (formado em Direito). A secretaria afirmou, ainda, que dois dos cargos que atualmente exercem funções administrativas devem ser substituídos, dentro de um prazo não informado, por dois novos profissionais de psicologia.

A secretaria justifica que os profissionais foram desligados, desde 2013, devido ao fim do contrato na modalidade de Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), cujas regras impossibilitam a recontratação ou a permanência desses profissionais na unidade.

Quem chega no Viver pode ser atendido pelos funcionários que ainda restam no local, e que encaminham os pacientes que precisam de atendimento psicoterapêutico para outras unidades da rede pública.

Em nota, a Secretaria de Justiça afirmou que os funcionários que trabalhavam no Viver e foram desligados em 25 de abril prepararam relatórios e encaminharam os casos em acompanhamento para atendimento no Hospital da Mulher, nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e no Centro de Referência em Atenção à Mulher Loreta Valadares, para onde devem ser encaminhados.

A secretaria afirma que, no Hospital da Mulher, são feitos atendimentos em mulheres a partir de 12 anos de idade. No entanto, afirmou que busca ajustes contratuais para que a unidade médica possa atender a todas as faixas etárias.

A pasta ainda sustenta os Creas como espaços de referência para o acolhimento da família, orientações jurídicas, atendimento psicossocial para o fortalecimento dos vínculos familiares e a proteção social à pessoa que sofreu a violência, assim como a sua família.

A secretaria disse ainda, em nota, que o projeto Viver deve passar por uma reformulação e ampliação, que compreende uma série de ações estratégicas, integradas, para fortalecer não só o Viver, como a Rede de Proteção Social.

"Neste caminho, estamos trabalhando em um Termo de Cooperação entre as Secretarias de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, de Saúde, de Políticas para Mulheres e Segurança Pública. A ideia de reformulação é de que a tecnologia social ali aplicada possa ser disseminada para todos os municípios do Estado, através do assessoramento prestado pela equipe do Projeto Viver, sob coordenação da SJDHDS, permitindo que a qualificação dos profissionais que atuam nessa área possa refletir no atendimento de excelência às vítimas de violência sexual nos demais municípios do Estado”, diz o comunicado. Não foi detalhado quando essa reformulação deve acontecer.

Desassistência

A mãe de um menino que foi abusado pelo próprio pai, que também preferiu não se identificar, disse que procurou o Viver em março deste ano e chegou a ser atendida por uma assistente social e uma psicóloga. No entanto, ela não continuou o tratamento psicoterapêutico e, agora, busca uma solução.

“Só de ir ao Viver duas vezes, eu que estava me sentindo muito mal, já me sinto mais forte para lutar pelo meu filho”, defende a mãe. “Não tenho condições financeiras de pagar um psicólogo, que é muito caro. E também não é todo psicólogo que atende vítimas de abuso sexual. Até o momento, não consegui atendimento”, conta.

Ela disse que foi ao Creas da Avenida Bonocô, mas foi informada lá de que não poderia ser atendida. “Eles não têm psicoterapia, só atendimento psicossocial. E eu falei que, já que não tem psicoterapia, eu não vou permitir que meu filho seja atendido ali, para que ele não seja revitimizado. Porque depois de fazer o atendimento psicossocial, ele depois teria que ser encaminhado para psicoterapia”, defende a mãe.

Os abusos cometidos pelo pai foram percebidos pela mãe em janeiro, quando começou a perceber mudanças de comportamento e ferimentos no corpo do filho. “Meu filho começou a ficar agressivo, ficou antissocial, aéreo, agressivo comigo e com os irmãos, teve insônia e falta de apetite”, diz a mãe.

Defesa de direitos

A defensora pública Laíssa Rocha, do núcleo que cuida dos direitos de crianças e adolescentes, acompanha a situação do Viver junto com as defensoras Gisela Aguiar e Eva Rodrigues. Em dezembro do ano passado, a Defensoria chegou a entrar com uma ação civil pública na Justiça contra o fechamento da instituição, para que os diretos de quem sofreu violência sexual sejam respeitados. O caso ainda aguarda julgamento.

Laíssa destaca que a opção dada pelo governo de direcionamento para a rede pública, por meio de Creas e Hospital da Mulher, não atende boa parte dos pacientes atendidos. “A rede disponível é Hospital da Mulher, que não atende crianças e homens. 80% dos usuários do Viver era de crianças e adolescentes. Segundo a secretaria, tem os Creas, mas que não presta atendimento psicoterápico”, argumenta.

Ela destaca ainda o atendimento especializado que era oferecido no local, disponível para ambos os sexos e idades, ainda contemplava os familiares das vítimas. “O Viver não pode ser comparado com os demais, porque tinha excelência. Quando entrava uma vítima de violência sexual, era atendida não só a vítima, mas a família toda. Não adianta trabalhar a criança, se não trabalhar a família”, defende.

A defensora também critica a interrupção dos atendimentos que trazem prejuízos para familiares e vítimas. “A situação é extremamente preocupante. Tem usuários que tiveram serviços descontinuados. Eu atendo mães de crianças que foram abusadas pelos pais. As crianças estão sem atendimento, porque o serviço está descontinuado. Hoje a gente quer a reabertura do serviço, para que volte a funcionar como era antes. Até porque temos crianças e adolescentes que estão tendo direitos violados, a situação hoje é mais dramática”, alerta.

Em uma audiência realizada na quinta-feira (25), no Tribunal de Justiça da Bahia, no gabinete da desembargadora Nágila Brito, se reuniram com a magistrada representantes do governo, da Defensoria Pública do Estado, do Ministério Público, além de familiares de vítimas, para discutir o assunto e buscar uma solução para as vítimas. A desembargadora informou, no encontro, que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deverá ser assinado entre as autoridades para que um grupo de ex-funcionários do Viver seja readmitido de maneira emergencial, por um ano.

Fonte: G-1
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